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Acabei de gravar uma explicação para esse soneto de Mark Alexander Boyd (Sec XVI). Em edição. Em breve, na minha página do Facebook.

From bank to bank, from wood to wood I run,
Overwhelmed with my feeble fantasy;
Like a leaf that falls from a tree,
Or a reed overblown with the wind.
Two gods guide me: the one of them is blind,
Yes and a child brought up in vanity:
The next a wife born of the sea,
And lighter than a dolphin with her fin.

Unhappy is the man for evermore
That tills the sand and sows in the air;
But twice unhappier is he, I learn,
That feeds in his heart a mad desire,
And follows a woman through the fire,
Led by a blind and taught by a child.

art-1301872_960_720Não sou contra o estudo das chamadas disciplinas humanas. Acho que história e geografia, principalmente a primeira, podem ser disciplinas úteis no segundo grau, principalmente se o aluno souber ler.

A questão da filosofia é que ela exige alguns pré-requisitos que o aluno de segundo grau não possui. Primeiro, o completo domínio da leitura. Um aluno que não consegue ler Machado de Assis e entender o que está sendo dito, não tem nada que fazer com um livro de filosofia.  Depois, tem que ter uma certa experiência de vida para ter uma base de julgamento para as diversas questões filosóficas. É fundamental na filosofia estabelecer um contraste com a realidade que vivemos, sob pena de nos tornarmos prisioneiros de sistemas abstratos e altamente sedutores. Por fim, tem que ter uma boa cultura literária para ter um repertório das possibilidades humanas.

Se não tiver nada disso, não terá padrões de comparação para entender filosofia. Ah, e tem que ser 100% voluntário! Isso é essencial. Não consigo ver filosofia como uma disciplina acadêmica, muito menos como uma profissão universitária. Filosofia é uma atitude, uma forma de viver, não uma carreira que se segue.

Eu fiz uma matéria de filosofia na graduação. Foi absolutamente inútil, além de ter me deixado com má vontade por uns bons anos. Só depois, com alguma maturidade, é que comecei a estudar realmente filosofia. Filosofia exige maturidade. Exige responsabilidade. Duas coisas que não se tem, na maioria dos casos, em alunos secundaristas.

Calvin e Haroldo

Vídeo novo no canal do youtube:

 

Assine o canal para não perder nenhum vídeo: http://bit.ly/PaideiaYoutube

Sócrates e Platão

 

 

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A essência da filosofia de Sócrates era recuperar a identidade entre o logos e a coisa. Ou seja, que nosso discurso correspondesse à realidade.

Já a essência de Platão, parecido, mas diferente, era recuperar a identidade entre a pólis e o cosmos. Ou seja, fazer que a sociedade correspondesse à realidade.

Somos acostumados a pensar Sócrates e Platão como o auge da Grécia. Não foi assim. Eles viveram a decadência de Atenas, após a derrota para Esparta. O discurso público estava intoxicado pelos discursos falsos de sofistas, retóricos e euristas, e as palavras tinham perdido conexão com a realidade. Por causa disso, a vida política não refletia mais a realidade da condição humana.

O esforço dos dois foi no sentido de restauração. Desde aquela época, os poderosos não gostam que lhes digam verdades, como percebeu Sócrates. O mundo hoje é bem diferente, não é mesmo?

No Forno

Um texto e uma vídeo aula sobre A Apologia de Sócrates.

Aguardem.

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Baseball

Ainda preciso escrever um texto sobre baseball, esse esporte tão incompreensível para o brasileiro. Ele exige algo que não gostamos de fazer, um esforço para entender. Por isso, talvez, nunca pegue por aqui.

Preciso desenvolver mais essa idéia.

O desprezo pela tradição

Terminei de publicar um pequeno ensaio sobre o desprezo que o homem-massa tem pela tradição, que na verdade é um desprezo pela própria cultura. Trata-se de um assunto da maior importância. Está no site.

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