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5 Notas de Sexta

(uma lista livre de coisas legais que andei acompanhando ou fazendo)

1

Um filme que nunca canso de assistir: A Felicidade Não se Compra (It´s a Wonderful Life, 1946)

É meu filme favorito. Não só tem uma mensagem poderosa, que não paramos para pensar no alance que nossa vida tem em nossa família, comunidade e na própria sociedade, mas também uma narrativa perfeita. Sempre me espanto com a cegueira de George Bailey com a dádiva que possui em sua própria vida, mas que é incapaz de enxergar por estar obcecado por um plano que formulou para o futuro. George luta contra o seu destino, ou a providência, que aponta para uma vocação maior, de servir ao bem comum, de fazer a diferença na vida das pessoas. O filme é uma jornada em que ele tem que dominar o próprio ego e entender este futuro que lhe chega pela graça.

2

Um canal de youtube que comecei a assistir: Tiago Forte

Tiago Forte desenvolveu uma metodologia para ter um “segundo cérebro”, ou seja, uma forma de anotações que nos poupe da sobrecarga em nosso sistema principal, um dos temas que tem me interessado neste início de ano. O primeiro vídeo que assisti foi esta entrevista com Alex & Books em que o entrevistado apresenta uma forma de realizar anotações no próprio livro que está lendo (o que tenhoe experimentado na minha leitura de Os Padres da Igreja, do Bento XVI). Bem interessante.

3

Um livro que recomecei a ler: Introdução ao Espírito da Liturgia (Bento XVI)

Na juventude, Bento XVI ficou muito impressionado por um livro chamado O Espírito da Liturgia, em que Romano Guardini pedia por uma renovação da liturgia romana, a famosa missa em latim, que considerava muito desconectada da realidade de sua época. A tese de Guardini prevalesceu no Vaticano II, com apoio de Ratzinger, um dos teólogos consultores do concílio. Pode-se dizer que naquele momento ele estava ao lado dos reformistas. O que mundou para que décadas depois ele tivesse uma posição mais conservadora, de resgate do rito romano? O problema foi que foram muito além do que o Vaticano II tinha estabelecido, em alguns casos desvirtuando a própria liturgia. É neste livro, propositalmente com o mesmo nome de Guardini, que Ratzinger coloca sua opinião sobre um tema que tem dividido a Igreja nos tempos de hoje.

4

Um músico que estou conhecendo: Bill Evans

Não lembro de onde veio a dica, mas o fato é que cheguei neste que é um dos grandes nomes do jazz clássico, mas que nunca tinha ouvido falar. Pianista, com um estilo delicado e de muita sensibilidade. Cai muito bem em momentos de reflexão ou de concentração. Para pensar na vida e filosofar bastante.

This Is Bill Evans

5

Um pensamento ou frase que estou meditando:

Em matéria de beneficiência a fórmula do dever recíproco é a seguinte: um deve logo esquecer o que deu; o outro, nunca esquecer o recebido.

Sêneca

O que vemos hoje? Sinalização de virtude por todos os lados. Queremos mostrar que somos bons e não sermos bons, como bem demonstrou esta pandemia.

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Pacificação e vingança

Não existe proposta real de pacificação com base na vingança e parece que é isso que estamos vendo no caso do “capitólio brasileiro”. Sem nem entrar no mérito da invasão em si, o que estamos vendo é um plano coordenado de vingança, sendo a justiça apenas um adereço para dar mais “conformidade” aos atos.

O que mais me entristece é ver pessoas que realmente tenho muito carinho babando de alegria com cada nova notícia sobre o que está acontecendo com os manifestantes. Além de tudo, uma hipocrisia, porque defenderam no passado atos semelhantes em outros contextos.

Por exemplo, no caso das obras do Di Cavalcanti, a mesma pessoa que acha uma absurdo, ficou em silêncio, ou mesmo tentou justificar, a destruição de obras de arte por ambientalistas radicais. Se a causa é importante, vale tudo.

A ideologia é uma perversão da natureza humana porque cega a pessoa para a realidade e a faz seguir qualquer absurdo, desde que atenda aos objetivos de sua causa. Vai muito mais do que os fins justificam o meio, às vezes é só uma desculpa para dar vazão a própria maldade que tem no coração.

Precisamos rezar sempre para não deixar este tipo de mal crescer em nossos corações. Nada impulsionado pelo ódio pode acabar bem. Esse é para mim o grande problema dos movimentos de esquerda, estão sempre movidos pelo ódio e desejo de vingança contra algum mal que acham que foi cometido contra eles. Que uma multidão de pessoas boas se deixe seduzir pelas ideologias políticas é a grande tragédia que herdamos do século XX e que, pelo visto, só se aprofunda.

5 dicas de sexta (uma lista livre de coisas legais que andei acompanhando ou fazendo)

1

Um disco que ando ouvindo: Daylight (Grace Potter, 2019)

Para não dizer que só escuto coisa antiga, um dos artistas atuais que curto é a Grace Potter. Cantora, guitarrista e compositora, Potter tem uma voz poderosa e músicas com muita energia, uma fusão da boa música americana de raiz, passando pelo country, rock e blues. Daylight foi seu último disco lançado, agora sem sua banda original de apoio, o The Noturnals.

2

Um audiolivro que terminei: Mais Esperto que o Diabo (Napoleon Hill, 1937)

Utilizando o recurso literário de simular uma entrevista do autor com o próprio diabo, Hill apresenta o resultado de anos de entrevistas com pessoas que tiveram sucessos e fracassos ao longo da vida. Ele identifica as principais armas que nos impedem de ter sucesso, o que ele chama de alienação e o ritmo hipnótico. Alienação é deixar de pensar por si mesmo e seguir o fluxo, caindo na armadilha do ritmo hipnótico, em que nos tornamos coadjuvantes de nossa própria história. O segredo é ser um não-alienado, ou seja, ter um pensamento independente e um propósito definido em nossa caminhada. Um livro que continua atual porque o homem continua o mesmo.

3

Um projeto que comecei: Catecismo em um ano

Nem todo católico sabe, mas além da Bíblia, há um outro livro que temos que ler constantemente. Trata-se do catecismo da Igreja Católica, que ao contrário do que muita gente pensa, não é apenas para os bispos, mas para todos os membros da Igreja. Catecismo ficou na cultura como se fosse um único evento, na infância, para podermos tomar a comunhão. Mas como explica no início do livro, catecismo é todo o esforço da Igreja para arrebanhar novos discípulos, ou seja, é o ensinamento do que é ser católico. O padre Mike (podcast mais escutado nos Estados Unidos), nos fez caminhar o ano de 2022 inteiro lendo a Bíblia em um ano. Agora lançou um novo podcast, o catecismo em um ano. Estou acompanhando com meu catecismo ao lado.

The Catechism in a Year (with Fr. Mike Schmitz)

4

Um autor que estou revisitando: Joseph Ratzinger

Considerando a importância que Bento XVI tem na minha vida, resolvi colocá-lo como meu foco literário para 2023. Comecei pela leitura de um pequeno livro que estava na minha lista há algum tempo, Os Padres da Igreja. Daqui ao final do ano, terei sempre um livro dele aberto, seja para ler ou reler. As lições que ele nos traz são inesgotáveis. Infelizmente sua imagem foi torcida e praticamente invertida por uma mídia que odeia a Igreja e pressentiu o que poderia acontecer se este homem fosse compreendido. O que seus textos revelam é, sobretudo, uma alma sensível, conectada com Deus e preocupada, sobretudo, como diálogo que a Igreja deve ter no mundo moderno. Praticamente o oposto do que boa parte das pessoas percebeu dele. Tenho esperança que um dia se tenha a reverência devida a este grande homem, talvez até um santo.

.

5

Um pensamento ou frase que estou meditando:

O progresso tem sido apenas a persiguição do homem comum.

G. K Chesterton

No fim de tudo, parece que é isso, não? Todas estas correntes da modernidade acabam desaguando para o mesmo ponto, o ódio ao que Chesterton chamava de homem comum. Nos tempos de hoje recebem várias denominações: classe média, homem de bem, patriota, e por aí vai.

E por que este ódio todo? Por que é preciso acabar com o homem comum, através da sua submissão completa aos delírios ideológicos? Talvez porque este homem nos lembre que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, o que é um chamado à responsabilidade. O homem moderno é, acima de tudo, alguém que tem o delírio de ser completamente livre ao fugir de toda responsabilidade. É o maior prisioneiro de todos.

Um dos projetos que tenho me dedicado neste início do ano é ler a Bíblia e o Catecismo da Igreja Católica em 1 ano, acompanhando o podcast do Padre Michael Schmitz.

Estou testando vários fundos musicais para estas leituras em especial (sim, gosto de ler com música ao fundo).

Ontem deparei-me com este disco com músicas da missa em latim, em coral. Recomendo!

Com o fim de meu job atual, entrei naquela famosa fase de “realocação” no mercado. Sem desespero porque já tenho uma renda garantida que me permite agir com calma, embora insuficiente para manter meu atual padrão de vida. Pelos meus cálculos, tenho 3 meses para conseguir um job novo. Embora brinque que gostaria de tirar um ano sabático, é da boca para fora. Não tenho a menor intenção de parar de trabalhar.

Tenho utilizado estes primeiros dias para organizar tudo que estava pendente e planejar o ano, mesmo com toda incerteza. Iniciava uma caminhada quando um colega do job anterior me ligou. Na hora não atendi, mas sabia o que ele queria. Chegamos a levantar a possibilidade de montar algo juntos. Pois aproveitei a caminhada para começar a pensar: o que efetivamente poderíamos fazer?

Foi quanto tive uma idéia. Começou meio insignificante, algo como um devaneio, mas à medida que ia e voltava no insight, mais parecia fazer sentido. O melhor é que esta pequena idéia ia ramificando em novas possibilidades, abrindo diversos caminhos para explorar-mos.

Quando cheguei da caminhada, liguei para o amigo. E aí? O que acha desta idéia? Esbocei ainda de forma confusa; afinal, ainda é bem insipiente. Como eu, achou bem interessante. Ficamos de explorar a idéia nos próximos dias. Enquanto isso, iniciei o plano B, que não concorre com a idéia, protótipo de plano A, que é voltar para a sala de aula.

Enfim, terceiro dia fora do job e começando a vislumbrar alguns caminhos.

Filmes em 2022

Terminei o ano tendo assistido 23 filmes. Gosto de cinema, mas minha prioridade tem sido a leitura e o foco de 2022 foi a saúde. Com 109 quilos, precisava dar um rumo melhor para minha vida. Terminei com 86,8 kg, o que mostra que foi uma estratégia de sucesso.

Foram vários clássicos como The Shop Around the Corner, From Herte to Eternity, Singing in the Rain e releituras como Minha Noite com Maud, Tootsie, Alta Fidelidade. Também teve alguns mais recentes como Elvis e Minimalistas.

Faço dois destaques especiais que me falaram forte no coração: Flashdance e Lost in Translation.

Vamos ver como será 2023!

5 dicas de sexta (uma lista livre de coisas legais que andei acompanhando ou fazendo)

1

Um disco que ando ouvindo: America (1971)

America é uma banda que conheço algumas coisas, mas que nunca dei muita atenção. Esta semana resolvi escutar o primeiro disco enquanto deitava na rede para ler um pouco. Veio uma sensação de paz e tranquilidade que acabou me fazendo adormecer. Música para dormir? Longe disso. Depois deste episódio, passei a escutar várias vezes o disco em diferentes situações. Que trabalho fenomenal! Além do hit The Horse With No Name, há outras pérolas no disco como Riverside (que bela introdução!), Sandman (o que significa aquele refrão?) e Here minha favorita). Começou em um cochilo a tarde, mas foi muito além disso.

2

Um livro que estou revisitando: O Homem Eterno (Chesterton)

Não dá para dizer que estou relendo, mas estou passando as páginas e lendo as passagens que marquei em minhas leituras (já reli umas 3 vezes). Acreditem, tem muita coisa marcada e anotada. É um dos livros mais incríveis que já li com uma tese central poderosa: há uma diferença ontológica entre o homem e os animais; e outra entre Cristo e os homens. O que Chesterton faz é fazer um ensaio sobre a história humana a partir destas hipóteses, tendo como ponto de encontro o nascimento de Jesus, numa manjedoura de Belém. É sua resposta para as visões naturalistas da história de gente como H G Wells e, muito depois dele, do Yuval Harari. Mais que isso, é um exercício para a alma.

3

Um filme que revi: Minha noite com ela (Ma nuit chez Maud, 1969)

Um dos 6 contos morais de Eric Rohmer e o mais aclamado deles. Um filme soberbo. Quem não gosta de filmes baseados em diálogos, pode passar longe. O jogo de sedução entre Maud e Jean-Luis é uma das coisas mais belas já filmadas. Discussões sobre vida, relacionamentos, filosofia e religião. O catolicismo toma um lugar no filme como referência para a moral, inclusive para crítica. Se repararmos bem, o filme é uma ilustração da aposta de Pascal. Na noite com Maud, Jean-Luis tem que escolher entre a bela Maud, uma aposta muito mais certa e a remota chance com Françoise, que ele apenas tinha visto na Igreja, mas que para ele seria uma conquista infinita. Como Pascal, não pode deixar de apostar na felicidade eterna.

4

Um TED Talks que assisti: Ryder Carroll

No natal de 2018, ganhei de minha irmã um caderno e um livro. O caderno era composto por folhas brancas com pontos por toda superfície e o livro era sobre um método diferente de manter um diário e um planejamento. Chamava-se Bullet Journal e o autor era Ryder Carroll. Desde então tenho usado um bullet journal, um por ano. Ou seja, estou fechando o meu quarto. Esta semana este vídeo apareceu para mim e assisti um mini-palestra do Carroll em um Tedx, em Yale. Bem legal ver um pouco da motivação para a criação de seu método.

How to declutter your mind — keep a journal | Ryder Carroll | TEDxYale

5

Um pensamento ou frase que estou meditando:

“A ordem é a reta disposição das coias, ocupando cada uma o lugar que lhe é devido.”

J. P. Galvão de Sousa

Olhando para o Brasil (e para o mundo) podemos dizer que vivemos uma situação de ordem? As coisas estão na disposição correta, no lugar que lhe é devido?

O natal não acabou

O natal cristão não se resume ao dia 25. A data marca apeanas o começo de uma celebração que dura 12 dias, até 5 de Janeiro.

Há tradições que contam um pouco diferente, terminando no dia 6 de janeiro, dia da epifania, ou mais conhecida como Dia de reis, fazendo referência à visita dos reis magos que reconhecem a manifestação de Deus.

Enfim, só para dizer que nós católicos devemos preservar na celebração do natal, sem culpas, durante estes 12 dias. Bem como manter nosso espírito natalino. E estamos precisando!

Um feliz natal a todos!

Que os homens de boa vontade prevalesçam sobre as forças que só querem o caos e destruição.

A última semana do ano é própria para olhar para o próximo ano. Hora de um bom planejamento, o que não significa pensar em todos os detalhes. Vivemos em um mundo cada vez mais marcado pela incerteza, especialmente o Brasil de Lula III __ embora eu veja com alta probabilidade o desastre que teremos pela frente.

Enfim, hora de pensar 2023. Se nao devo pensar nos detalhes, quais devem ser as linhas mestras para este planejamento?

Um pouco inspirado pela Thais Godinho, um tanto pelo David Allen em seu GTD, ou mesmo pelo método do OKR, vou passar pelos seguintes pontos:

  • um foco para 2023 (o foco na saúde funcionou muito bem em 2022)
  • uma revisão da “big picture”
  • principais objetivos para 2023
  • quais projetos devo priorizar?
  • Como pretendo terminar o ano?
  • Quais hábitos pretendo implementar ao longo do ano?
  • Como foi meu 2022? O que deixei de fazer ou poderia ter feito diferente?

A lista não é exaustiva. Apenas uns pontos de controle, que vou aprimorar ao longo da semana.

Deixei de citar outra grande influência, o estudo dos hábitos. Um ensinamento particularmente tenho refleito muito: dar mais importância aos sistemas que adotamos do que as metas que queremos atingir.

Bom planejamento para todos que desejam estar preparados para 2023.

Será um ano dificil.

Seis Notas de Sexta

5 dicas de sexta (uma lista livre de coisas legais que andei acompanhando ou fazendo)

1

Um livro que terminei: Dialética Simbólica, de Olavo de Carvalho

O simbolismo é um dos meus temas prediletos. Nesta compilação de artigos de Olavo, podemos entender melhor o que são símbolos e como eles aparecem na ação humana ao longo dos tempos. Ele mostra, entre outras coisas, como os gêneros literários tem uma realidade ontológica e não são apenas categorias para classificar as obras. Como aplicação, um ensaio genial sobre o simbolismo em O Silêncio dos Inocentes, refutando a intepretação psicológica ou sexual do filme, e um ensaio mais curto sobre o seu filme predileto, Aurora.

2

Um canal do youtube que ando assistindo: Bastter

Sabe aqueles conselhos para enriquecer que de uma forma ou de outra chegam até nós? O Bastter tem uma outra pegada, mostrando que não existe milagre, que para conseguir a tal independência financeira tem que ter muito trabalho, tempo e poupar. Aliás, antes de pensar em investir, tem que eliminar todas as dívidas e fazer a reserva de emergência. O cara é uma figura e usa uma linguagem bem direta e cortante, para chamar atenção mesmo. Bem interessante.

3

Um filme para o natal: A Felicidade Não se Compra (Frank Cappra, 1946)

Este filme não é apenas o melhor filme de natal já feito, é o melhor filme já feito. Alguém já disse que clássico é aquele livro que todo mundo fala dele, mas que ninguém leu. Se vale para o cinema, este seria o exemplo perfeito. Não percam tempo, assistam!

4

Uma playlist que montei: Lord Songs 7: Early 70s

Esta semana me deu uma nortalgia de escutar rock anos 70, particularmente da primeira metade da década. Montei uma playlist com alguma das minhas bandas favoritas da época, algumas em começo de carreira, como o Thin Lizzy e o Rush; outras em ato final, como os Beatles. Gosto particularmente desta época porque ainda estavam presentes elementos dos anos 60, como a alegria e a simplicidade que tanto marcou o estilo.

5

Um pensamento ou frase que estou meditando:

“Mas agora eu estou com medo.””

Fraga, Armindo

Como dizia São Tomás de Aquino: a verdade é filha do tempo.

Faltou aviso? Não faltou.

5 Notas de Sexta!

5 notas de sexta (uma lista livre de coisas legais que andei acompanhando ou fazendo)

1

Um filme que assisti: Uma História de Natal (The Christmas Story, 1983).

Oficialmente começou a temporada de natal 2022. Um dos grandes clássicos do gênero é um filme não tradicional em sua forma. São como pequenos quadros unidos por uma narrativa central, sobre o desejo de um menino de ganhar um rifle de chumbinho (que pecado para os dias que vivemos!). Possui algumas cenas memoráveis, como o menino com a língua congelada no poste e o pai desembalando um presente que ganhou em um concurso. Chamou-me atenção o grande ausente do filme, justamente aquele que deu origem à comemoração e dá significado a data.

2

Um tema que comecei a estudar: dopamina

A dopamina é uma substância no cérebro relacionada com a antecipação do prazer. Pode se referir tanto a um simples chocolate como uma dose de cocaína. Refere-se a qualquer tipo de prazer. A dopamina é liberada, por exemplo, quando abrirmos o facebook na esperança de ter uma curtida em um post que foi colocado. Estão entendendo a importância? No mundo de hoje temos uma fonte de dopamina ao alcance de nossas mãos e isso é extremamente perigoso. Um assunto que tem me preocupado de forma crescente.

3

Uma playlist que estou escutando: música clássica para relaxar

Esta playlist do spotify do Haydn foi dica de uma newsletter da Maria Helena Galvão, da Nova Acrópole. Tenho escutado muito em meus trabalhos de organização e mesmo quando preciso concentrar em um projeto específico.

4

Um livro que estou relendo: A Arte de Fazer Acontecer

Quando li pela primeira vez este livro do David Allen, Getting Things Done, foi como se uma luz iluminasse o quanto eu precisava trabalhar minha organização pessoal e fluxo de trabalho. Embora não tenha utilizado a metodologia em sua plenitude, emprego várias de suas ferramentas no meu dia a dia desde então, como deixar minha caixa de entrada de emails vazias, regra dos dois minutos, categorização das ações por contexto, etc. A atual edição é revisada, considerando também as mudanças tecnológicas neste período. Basta lembrar que em 2010, o email era a principal ferramenta de comunicação e nem se imaginava algo como as redes sociais.

5

Um pensamento para reflexão:

Ó vóis que entrais, deixai fora toda a esperança.

(Dante, A Divina Comédia)

Sempre achei impressionante esta inscrição que Virgílio encontra na entrada do inferno. Parece que foi João Paulo II que uma vez disse que o inferno é também um estado de espírito. Quer saber se está neste estado? Examine. Tenho alguma esperança?

GTD: o método

Há pouco mais de dez anos li um livro que me trouxe muitos ensinamentos sobre organização. Trata-se de Getting Things Done, traduzido aqui por A Arte de Fazer Acontecer, do David Allen. Tinha acabado de lançar e li ainda no original. Allen lançou um método que ficou conhecido como GTD e tem como base principal tirar as coisas de sua cabeça e armazenar baseado nas próximas ações possíveis.

Dentre as várias técnicas e premissas, uma que uso desde então, e uma das mais fáceis de usar, é a regra dos dois minutos. Ao processar uma caixa de entrada, física ou digital, tudo que levar menos de 2 minutos para ser feito, faça na hora. A premissa é simples: você vai levar mais do que isso para armazenar corretamente e procurar depois quando precisar.

Aliás, estou relendo o livro, na nova edição atualizada. No tempo que Allen escreveu seu livro, o email era a principal ferramenta digital de comunicação. De lá para cá, muita coisa mudou, mas continuamos com tempo escasso para fazer tanta coisa. (Não estaria o problema justamente neste “tanta coisa”?)

Preciso separar 1 ou 2 dias para dar aquela organizada geral, mas no meio tempo aplico várias técnicas e vou lidando com o mais urgente. Uma coisa que consegui este ano foi zerar minha caixa de email e venho mantendo-a funcional há algumas semanas, com mínimo esforço. O que me faltava para realmente abraçar o GTD era a consciência do poder dos hábitos, porque o método é sobretudo sobre fluxo. Há rotinas de processamento que devem ser seguidas para que o sistema seja confiável e resistamos à tentação de manter as coisas na caixa de entrada porque estamos inseguros em não conseguir acessar a informação mais tarde.

Há muitos vídeos do GTD por aí, mas recomendo antes de tudo ir direto à fonte. Leiam o livro. É preciso entender os fundamentos antes de aplicar qualquer ferramenta.

Um filme de natal não convencional, em que uma série de eventos (vignettes) que retratam um natal na década de 40, no ponto de vista de uma criança (narrada por ela como adulto). A mesma técncia que seria usada depois em The Wonder Years.

Uma comédia que retrata bem o natal como ele se tornou nos dias de hoje, centrado na espectativa de presentes e alegria de uma festa. Divertido e mostra bem as aventuras que se constroem ao redor do desejo de um garoto de 8 anos em ganhar um rifle de chumbinho. É fácil ver várias cenas de nossa própria infância nos acontecimentos da família Parker.

Fiquei pensando sobre o grande ausente. Sim, aquele que dá significado ao natal em primeiro lugar. O natal que é retratado é o natal secular, um motivo para distribuir presentes e comer um bom peru.

5 Dicas de Sexta

(uma lista livre de coisas legais que andei acompanhando ou fazendo)

1

Um dia para celebrar: Tricampeonato da Libertadores

Desta vez fui supersticioso. Como em 2019 vi o bi em um bar, e perdemos ano passado assistindo em casa, desta vez fiz questão de ir novamente a um bar ver o jogo. Juntei uma pequena turma no Chopptime, na 405 sul aqui em Brasília. Deu certo. Vitória magra, 1 x 0, mas título na sala de troféus da gávea! Lembro bem que quando nos classificamos para a Libertadores de 2019, comentei com amigos: para que? Melhor passar a vaga e evitar o vexame. Sim, pois já tinha desistido deste torneio. De lá para cá, fizemos 3 finais em 4 anos, ganhando duas. O vento mudou forte.

2

Um vídeo que estou assistindo: Tutorial do Notion, da Thais Godinho.

Experimentei brevemente o notion por algumas semanas, mas sem avançar muito mais que o uso como um bloco de notas. Foi com este aulão da Thais Godinho que a coisa se iluminou. Que ferramenta! Entendi porque ela gostou tanto e substituiu o evernote. Uma estrutura muito mais dinâmica, quase que um site pessoa, que pode ser usado para quase tudo. Link aqui.

3

Um livro que estou relendo: Iniciação à Teoria do Estado (J. P. Galvão de Sousa)

Em tempos que somos dominados por lugares comuns, expressões usadas fora de seu verdadeiro significado, como símbolos ocos de propaganda ideológica, este livro nos retoma aos fundamentos. Como se forma a sociedade? Como se governa? Como se dá a liberdade e sua perda? O que é autoridade? Um livro bem condensado, como deve ser as instroduções (e não aqueles monstrengos de 500 páginas que as universidades tanto gostam). Em vários momentos somos levados ao desânimo de perceber que nunca vamos dar certo como nação no caminho que estamos retomando.

4

Uma dica de um amigo: Robert Cray

Outro dia um amigo me passou esta dica. Trata-se de blues de primeira, que combina muito bem com um whisky ao fim da tarde. Estou gostando bastante, ainda mais com o tempo meio frio e nublado que está fazendo em Brasília. Está combinando muito com meu estado emocional desde domingo. Link de uma coletânea.

5

Um pensamento para reflexão:

A convivência humana requer o exercício limitado das liberdades de cada um.

J. P. Galvão de Sousa

Lembra muito o entendimento de democracia do Mark Twain, que dizia que democracia era formado pela liberdade de consciência, liberdade de expressão e a sabedoria de abrir mão das duas. Não se trata do estado limitar a liberdade, mas de nos auto-limitarmos, ou seja, nos controlarmos no uso da liberdade. Se todos quiserem usar de suas liberdades ao máximo, o caos será instalado. Infelizmente vivemos uma época perigosa, em que a atoridade está fazendo tudo para limitar a liberdade das pessoas, assumindo um papel que jamais poderia ter, de consciência da nação.

Fechado para balanço

Hora de reclusão.

Até qualquer dia.