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Razão: cuidados ao usar

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Pascal, pensamento 183:

Excesso. Excluir a razão, não admitir senão a razão.

Os famosos pensamentos de Pascal são notas que ele foi redigindo para escrever um livro. Infelizmente, o grande filósofo morreu antes; mas as notas sobreviveram, foram reunidas por seus herdeiros e publicadas.

Neste pensamento, ele chama atenção para os dois problemas em relação à razão.

O primeiro é ignorá-la, como fazem, por exemplo, as religiões políticas. Não se deixem enganar, eles falam em nome da razão mas a ignoram o tempo todo. A começar por Marx, um trapaceiro intelectual de primeira.

O segundo erro é a ideologia da razão. Colocá-la como único juiz para o verdadeiro e falso. Ignora os limites da razão humana e evidencia o limite que o homem consegue caminhar sem Deus.

Desde o início, os cristãos perceberam que tinham que articular razão e fé. Foi o que fez São Paulo, Agostinho, Santo Tomás, entre muitos. Pascal pertence a esta tradição. Pode-se dizer que Pensamentos trata desta articulação o tempo todo.

O maior erro da modernidade foi romper esta tensão e proclamar a razão como soberana (uma das faces da morte de Deus de Nietzsche). A partir daí, o homem não consegue entender mais nada. Serve para a ciência natural e produção de tecnologia (até certo limite), mas para as ciências do homem, foi um desastre.

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O que Olavo de Carvalho conseguiu em uma década é extraordinário.

A partir de sua casa na Virgínia, contando apenas com a internet, criou um curso sui generis no Brasil burocrático.

Um curso que não tem diploma. Na verdade, não tem nem fim.

Mensalidade? Uma merreca. Nem cem contos por mês.

Um curso que não é reconhecido pelo sistema, que não dá acesso a nenhum concurso público ou boquinha do estado.

A única coisa que ele promete é a formação intelectual do aluno, o que implica na formação de uma nova elite intelectual para o Brasil. Sua ação é no campo cultural, que ultrapassa o político ontologicamente.

Por influência sua, direta ou indireta, hoje temos cursos de latim, de literatura clássica, de poesia. Temos gente se interessando pela história real do Brasil, não a porcariada patrocinada pelo MEC. Temos gente estudando Aristóteles e Platão. Sobretudo, temos gente publicando livros e mais livros, ocupando lentamente os espaços na produção cultural brasileira.

Sim, tem maus alunos, que depois de umas aulas acham-se donos da situação e em condições de expor o que consideram ser os próprios pensamento. É fácil identificá-los. São mal agradecidos ao Olavo e moralmente fracos, trocando tudo por uma boquinha.

Mas há os bons alunos. Que estão cada vez mais influenciando os brasileiros e conquistando reconhecimento pelos seus resultados, como Rodrigo Gurgel, Filipe Martins, Rafael Nogueira e outros. Também são fáceis de serem reconhecidos. São profundamente gratos ao velho mestre.

O que recebi do Olavo nestes dez anos é inestimável. Não tem como descrever; só agradecer.

Obrigado professor Olavo de Carvalho. O senhor faz a diferença.

Ontem revi, depois de muitos anos, o filme Beautiful Girls, do Ted Damme. Continua um dos meus favoritos. Eis 5 razões:

  1. Assisti em uma época muito especial da minha vida, em que estava tentando reconstruir minha vida depois de um relacionamento que não deu certo. Eu também me perguntava o que eu tinha feito da minha vida.
  2. A cena do Sweet Caroline é brilhante. 4 amigos estão se atacando, lidando com suas frustrações. Chega a Uma Thurman. Música. Magia.
  3. Nunca vou esquecer da frase do Tom: eu estava protegendo minha família. Amigos podem estar do lado errado da história e se tornarem uma massa.
  4. Natalie Portman nunca esteve tão encantadora. A reação dela ao beijo de Willie foi um exemplo.
  5. A trilha sonora é um caso à parte. Sensacional.

Debate com um acadêmico

_ Gostaria de trazer um desafio para um debate.

_ Eu? Debater com aluno do Olavo de Carvalho? Tá maluco! Sou professor da USP, estou direto na Globo News!

_ Você não está entendendo…

_ Não é com você?

_ Não. É com quem acertou o que ia acontecer em 2002, enquanto você estava festejando uma nova era de ética na política e desenvolvimento para o país.

_ Você não está se referindo…

_ Ela mesma. A Regina Duarte.

cornellnotes

Cornell Notes

Canal do Youtube

Verbal to Visual. Descobri este canal sensacional, que trata de como transformar a linguagem estruturada em visual. Tenho me interessado muito pelo visual thinking e procurado colocar em prática algumas técnicas. Doug Neill é o cara! Siga o canal aqui.

Uma técnica

Anotações Cornell. Uma forma de anotar palestras, aulas, etc, desenvolvida pela Universidade de Cornell no meio do século passado. Como atravessei minha vida de estudante sem esta técnica? Procurem no youtube, tem excelentes vídeos explicando.

Uma Série

The Good Place. Começou a terceira temporada. Episódios no netflix toda sexta. Agora a parada é na Terra!

Um livro que estou lendo

El Hombre y La Gente. Impressionante como a elaboração da teoria de Ortega y Gasset sobre alteridade e ensimasmento se comunica com idéias de Corção e Pascal (que estou lendo ao mesmo tempo). Fundo insubornável do ser, o lugar onde não temos como mentir, o fundo da nossa alma. Eu e minhas circunstâncias.

Um pensamento

“Como é comum na maioria das discussões modernas, o núcleo da questão é o que dela não se pode mencionar.”

Chesterton

Thanos e a guerra infinita

View story at Medium.com

Verbal do Visual

Faz tempo que tenho me interessado pelo chamando “visual thinking”. A premissa é simples: nosso cérebro funciona por imagens e conexão entre elas.

O problema é que costumamos usar a forma estruturada para anotar e estudar os assuntos. É o famoso “bullets points”.

O visual thinking nos estimula a desenhar e fazer esquemas, como os mapas mentais.

Ontem achei um canal do youtube chamado Verbal to Visual. Estou viciado e não consigo parar de ver os vídeos. Tudo em inglês, já aviso.

Confira lá.