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Depende. Você quer se divertir? Ver seus personagens favoritos, humor e ação? Não temo como se arrepender, o filme é muito bem feito.

Agora se você quer uma história impecável, sem furos no roteiro, com todas as implicações lógicas e filosóficas sobre viagem no tempo, bem, pode assistir Os 12 Macacos ou Exterminador do Futuro. Vingadores não perde muito tempo com isso e usa a viagem no tempo apenas de escada para cenas de ação e resolução de conflitos.

Vingadores é DIVERSÃO, entretenimento. Tem alguma reflexão sobre o sentido da perda, falta de esperança, como lidar com o fracasso, mas isso tudo é secundário. O filme não foi feito para isso. Foi feito para um bande de heróis reunirem-se e dar uma sova no Thanos.

E, sim, a Capitão Marvel está ali só pela lacração mesmo. Faz parte da época que vivemos.

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O problema de fazer um levante contra um ditador é que tem que dar certo. É uma carta para ser usada na hora que tudo tiver favorável, com razoável certeza da vitória.

Porque se der errado, não vai ficar tudo como está. O regime se fortalece e ganha ainda mais poder para perseguir os adversários.

Espero que os venezuelanos estejam bem seguros do que estão fazendo e vejamos o fim desta aberração que é o governo Maduro. O século XX precisa acabar.

Cimbeline

Confesso que nunca tinha ouvido falar desta peça tardia de Shakespeare, uma mistura de conto de fadas, drama e comédia. Absurda de boa.

Cimbeline é o rei da Bretanha, que está ocupada por Roma. Influenciado por sua nova esposa, referida na peça simplesmente por Rainha, ele decide não pagar imposto a Cesar e inicia a guerra com os romanos. A Rainha trabalhava para o casamento da filha do rei, Imogene, como seu próprio filho, o tolo e irascível Croten. Só que a moça casara em segredo com um plebeu, Póstumo.

Esse é o ponto de partida para uma peça empolgante que mostra como o homem comum (Cimbeline), ao se deixar levar pelo vício (Rainha), abandona a virtude (Imogine) e passa a ser governado pelo filho do vício (Croten). O resultado é a desordem e o caos.

Só que a virtude encontra seus caminhos e o velho rei terá a oportunidade de aprender e rejeitar a falsidade em nome da verdade.

Shakespeare era um gênio.

Impressionante, quando você acha que conhece alguma coisa, descobre sua própria ignorância.

Primeiro descobri um album solo do Randy Bachman que tinha me passado completamente batido. Any Road, de 2014. Um espetáculo. Coisa fina do guitarrista do Guess Who e BTO. Continua afiadíssimo nos riffs e demonstrando uma grande sensibilidade em um terreno que pouco tinha explorado: as baladas.

A segunda descoberta foi uma peça do Shakespeare que nunca tinha ouvido falar. Cimberline. Uma obra da maturidade, que se passa na Bretanha sob ocupação romana. Li de uma só vez. Absurda de bom.

Só essas duas descobertas já fizeram valer meu fim de semana!

5 Notas de Sexta

Depois de um longo hiato, retorno com as minhas 5 notas de sexta, em que divido com os leitores o que de interessante curti durante a semana. Vamos a elas?

1. Um conto que li

The River (Flannery O´Connor). Fala da impossibilidade da alma, depois de se abrir para a graça, retornar para um mundo sem Deus. Através de uma criança de 4 anos de idade. Coisa fina!

2. Uma banda que andei escutando

Bachman-Turner Overdrive. Rock setentão de primeira, para quem gosta de tomar cerveja ou curtir uma estrada. Randy Bachman tem riffs geniais e fez com C.F. Turner uma parceria memorável.

3. Um filme que assisti

Estrada Sem Lei (Netflix). Excelente filme que mostra a caçada promovida por dois velhos policiais à famosa dupla Bonnie e Clyde. Um filme que não passa pano para os criminosos.

4. Pequenos prazeres

Minha máquina Juan Valdez chegou da Colombia. Já devidamente testada e usada. Mais de uma vez.

5. Um pensamento

As únicas coisas que você pode controlar são as suas atitudes e o seu esforço.

Victor Frankl

Quando se gosta de cinema, e de filmes chamados “de arte”, há sempre uma tentação de se olhar com superioridade, como se fosse o intelectual cinéfilo que enxerga o que os simples mortais são incapazes de ver.

Bobagem.

Cinema é entretenimento. Pode ser algo mais? Pode, mas na sua essência é arte visual para as massas. Uma coisa não exclui a outra.

Este fim de semana queria distrair um pouco a cabeça dos problemas do dia a dia. Escolhi, pena enésima vez, ver Um Lugar Chamado Notting Hill. Comédia romântica? Pessoalmente acho este rótulo uma bobagem. O que importa é que é sim um grande filme. E continuo achando que Julia Roberts jamais esteve tão bela.

O que dizer daquela cena de havaianas dizendo que no fundo é uma garota pedindo a um garoto que a ame?

Quer saber? No fundo é isso mesmo.

Coração destroçado

Sabe quando você é rejeitado por alguém que você ama e depois de um tempo, sem ainda ter curado suas feridas, você tem que encontrar esta pessoa e tenta mostrar superioridade?

O resultado é um retumbante fracasso. Você planeja o que vai fazer e toma decisões erradas com uma rapidez extraordinária, terminando por fazer um papel patético e deixando claro que a pessoa tomou a decisão certa de te deixar. Com alguma sorte pode pelo menos aprender uma grande lição: que se você precisa se fazer de superior é porque não é. E que a melhor coisa a fazer é ser prudente e evitar contato enquanto está emocionalmente arrasado.

O filme Nunca Convide seu Ex está no netflix e mostra bem isso. Se você nunca passou por esta situação, provavelmente não vai gostar do filme e vai achar as situações muito forçadas. Mas se você já passou… meu irmão… é daquele jeito mesmo. É vergonha em cima de vergonha.

Eu tenho na minha memória afetiva o papelão que fiz em Campinas, vinte anos atrás. O filme me fez voltar no tempo e remoer as tristes lembranças que tenho daquele período em minha vida. Eu não tinha a menor condições de confrontar minha ex e insisti. Que papelão!

Você tenta provar que ela estava errada em te trocar e termina dando a ela a certeza que tomou a melhor decisão. Patético é pouco.