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Notas sobre a felicidade

Estou relendo as Confissões, de Santo Agostinho.

No Livro X, ele faz algumas considerações sobre o problema da felicidade. Fiz as seguintes notas no meu diário, para refletir:

  1. O homem só é realmente feliz na verdade.
  2. No entanto, frequentemente odeia aquele que tem a verdade (a verdade gera o ódio).
  3. Isso acontece porque não deseja estar enganado e por isso quer que o que ama seja a verdade.
  4. Como não quer ser enganado, não se quer convencer que está no erro.
  5. Assim, odeiam a verdade por causa do que amam em vez da Verdade.
  6. Amam quando a verdade os iluminam e a odeiam quando os repreendem.
  7. Porém a própria verdade os castigará, denunciando todos os que não quiserem ser manifestados por ela.

Comentário meu: na base de tudo está a identificação da Verdade com Deus. Como Deus e a Verdade são o mesmo, a revolta contra a Verdade é a revolta contra Deus e vice-versa.

Será feliz quando, libera de todas as moléstias, alegrar-se somente na Verdade, origem de tudo que é verdadeiro.

Santo Agostinho
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Escrevi no medium meu sexto texto sobre os filmes “de amadurecimento” de John Hughes.

E meu favorito.

Não tem como dourar a pílula.

A maior parte da imprensa declarou guerra ao Brasil.

Estão ressentidos e querem vingança. Comportam-se como garotos mimados do primário. Inclusive os mais velhos.

Eles assumiram um lado durante as eleições e, por isso, perderam.

Se soubessem fazer seu trabalho com independência, não teriam perdido.

O mais nojento é que quando a coisa aperta, tornam-se vestais.

Tente confrontá-los, mostrar seus erros. Gritam pela liberdade de imprensa, pelos fundamentos da democracia, pelo papel civilizador do jornalismo.

Hipócritas. Vocês são assessoria de imprensa do esquerdismo mundial. E péssimos, por sinal.

Fizeram e fazem um mal tremendo ao Brasil.

Democracia conservadora

Li ontém o artigo do Yoran Hazony na First Things, tratando do que ele chamou de “democracia conservadora”.

É um senso comum que a democracia liberal é a única alternativa ao totalitarismo, seja ele marxista ou fascista.

Para Hazony, a democracia liberal parte de 3 axiomas:

  1. A razão está disponível para todos e é suficiente para organizar a sociedade
  2. Todos os indivíduos são livres e iguais
  3. As obrigações sociais e políticas derivam de uma escolha

Qual o problema desta formulação? Não deixa espaço para as forças estabilizantes de uma sociedade (pelo menos a ocidental): Bíblia, religião, nação e família.

O resultado depois de quase um século de dominação da democracia liberal é a destruição de todos estes valores. A família está devastada, as nações perdendo sua identidade e autonomia, a religião reduzida a um culto privado, a Bíblia não mais reconhecida como uma fonte de sabedoria.

Hazony defende uma alternativa, a democracia conservara.

Uma visão que tem por base o conservadorismo ango-saxão, mas que acomoda as questões da sociedade atual. Ela toma por base os valores estabilizantes da sociedade e não os impõem, mas os respeita.

O poder político não pode ignorar as crenças profundas da sociedade sem arriscar acabar com ela. E temos que começar a questionar a democracia liberal sem que isto seja uma defesa do totalitarismo.

Aliás, temo que a forma mais segura para termos o totalitarismo e continuarmos nessa caminhada para os sonhos utópicos da democracia liberal.

Bolsonaro e a nova era

Estão chamando de nova era o governo que se inicia. Exageros à parte, há uma certa verdade. É a maior mudança de direção que o Brasil atravessa, pelo menos desde 1985.

Collor ensaiou uma mudança liberal, mas jogou tudo no lixo com o imperdoável plano econômico que confiscou dinheiro dos brasileiros, seguindo a receita de uma economista incompetente.

Daí veio o esquerdismo de Itamar-FHC-Lula-Dilma-Temer. A única variação era no grau de implementação de uma agenda socialista e globalista. Alguns eram mais comedidos, outros mais afoitos.

Bolsonaro deixou claro em seu discurso de posse que seu principal objetivo é mudar o rumo do transatlântico chamado Brasil e afastá-lo da direção que segue desde a chamada redemocratização.

Mas enganam-se quem pensa que os mais revoltados hoje eram os petistas ou esquerdistas radicais.

Há uma turma anti-petista, que sonhava com a volta do tucanato, que não se conforma. Eles torcem para o governo dar errado para poderem dizer “eu não avisei?”.

Um dos símbolos desta tribo é o que chamei de mente amargurada (ou mente isentona), pela fixação que tem pelo trabalho do isentão-mor ianque, o Mark Lilla. Coloca-o, inclusive, como maior que Roger Scrutton, que faz severa críticas. Segue-o uma turma de professores de filosofia, mas de pensamento raso, e puxa-sacos que se ressentem contra a chamada nova direita.

Principalmente pelo anti-intelectualismo da nova turma que apoiou, sem pudores, a candidatura do Capitão. A turma do mente amargurada se caracteriza pelos títulos.

Essa turma, no fundo, queria ser o petismo de sinal contrário. O populismo bolsonarista atrapalhou seus planos.

Serão quatro anos de chorume. Haja paciência.

Melhores livros que li em 2018