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Archive for the ‘Filosofia’ Category

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Em Hitler e os Alemães, Eric Voeglin trata dos lugares comuns, espécie de falácias ou falsas opiniões amplamente aceitas sem reflexão. Um dos exemplos que apresenta é do passado indomado.

 

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Episódio 1: Hitler e os Alemães

 

O problema surge da realidade e não de nossas abstrações.

 

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Hitler e os Alemães

No verão de 1964, Eric Voegelin proferiu uma série de conferências na Universidade Ludwig-Maximilian, em Munique. O tema foi o problema experiencial central do povo alemão: a ascensão de Hitler ao poder.

Como uma socieade pode aceitar ser liderada por um tipo com Adolf Hitler? Esse é o vídeo de apresentação das conferências e do livro Hitler e os Alemães. Na minha página do facebook,  Paideia, você acompanhará um curso completo sobre o assunto.

 

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Hitler e os Alemães

Em 1964, Eric Voegelin proferiu um curso de verão na Universidade Ludwig Maximilian de introdução à Ciência Política. Ao invés de seguir o esquema tradicional de apresentar a teoria, com definições e conceitos, e exemplos de sua aplicação, ele fez diferente. A partir da experiência concreta que os alemães estavam vivendo naquele tempo, ele levanta alguns problemas de ordem política, sendo o principal dele a cumplicidade dos alemães como regime nazista, assunto que considerava longe de estar superado.

Posteriormente, Voegelin transformou esse curso no livro Hitler e os Alemães. Esse livro trata não só do problema da ascensão de Hitler ao poder, mas da problemática da ideologia política. Serve mais do que entender o fenômeno particular de Hitler, mas para entender como um líder estúpido e criminoso chega ao poder, com a cumplicidade de parte da população. 

Pois este tema continua atual. 

Estou elaborando um curso sobre este livro. Em breve, mais novidades. 

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Mito como verdade

medusa-1366362_640Uma descoberta de Eric Voegelin, possivelmente o maior filósofo do século XX, foi que a sociedade se estrutura politicamente a partir de símbolos compactos que se diferenciam com o tempo. A linguagem parece complicada, então explico. O poeta é o primeiro a perceber a forma com o a sociedade existe, mas não consegue entender exatamente o que percebeu. Sua forma de registrar sua percepção é através da sua arte. Com o tempo, as percepções vão se condensando em símbolos compactos por força da tradição e das diversas criações ao longo do tempo. Esse símbolo compacto toma a forma de um mito, uma história que captura aquela experiência existencial. Portanto, a idéia moderna de que o mito é uma mentira revela a falta de entendimento do que seja o mito. Não é que o mito seja verdade, mas que a verdade está no mito.

O papel do filósofo, no sentido grego obviamente, é de depurar o mito e extrair dele a experiência da realidade. Esse processo, que poucos indivíduos conseguem fazer, é o que Voegelin chamou de diferenciação. É como se o filósofo, recorrendo à razão, buscasse entender o que o poeta percebeu mas que não teve como expressar de outra forma que não fosse através do mito. Não é à toa que quase todas as civilizações possuem um mito fundador, uma narrativa compacta que tenta mostrar com aquela sociedade surgiu. O Brasil é uma das exceções, o que sugere que não sejamos de fato uma civilização ou que não tivemos poetas capazes de apreender um símbolo através do mito.

Quando você entende isso, percebe que o mito é uma coisa muito séria, que deve ser estudado com todo o rigor. Para Voegelin, a questão principal era entender a realidade que deu origem aquele mito e qual o horizonte de consciência que o criador do mito tinha ao dar forma a um símbolo compacto dessa experiência. Esse era o método filosófico por excelência, tomar consciência do que se sabe. Não tem nada a ver com ficar estudando filósofos do passado e decorando fórmulas filosóficas.

Ou seja, passa bem longe do que se ensina em uma universidade brasileira. Não é à toa que a principal do Brasil, a USP, jamais formou um filósofo digno de monta. Formou no máximo historiadores, e ruins, de filosofia.

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Sócrates e Platão

 

 

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A essência da filosofia de Sócrates era recuperar a identidade entre o logos e a coisa. Ou seja, que nosso discurso correspondesse à realidade.

Já a essência de Platão, parecido, mas diferente, era recuperar a identidade entre a pólis e o cosmos. Ou seja, fazer que a sociedade correspondesse à realidade.

Somos acostumados a pensar Sócrates e Platão como o auge da Grécia. Não foi assim. Eles viveram a decadência de Atenas, após a derrota para Esparta. O discurso público estava intoxicado pelos discursos falsos de sofistas, retóricos e euristas, e as palavras tinham perdido conexão com a realidade. Por causa disso, a vida política não refletia mais a realidade da condição humana.

O esforço dos dois foi no sentido de restauração. Desde aquela época, os poderosos não gostam que lhes digam verdades, como percebeu Sócrates. O mundo hoje é bem diferente, não é mesmo?

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