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Archive for the ‘Política’ Category

Ruminando no twitter

Noite passada, depois de umas cervejas, resolvi ruminar no twitter (@jotaramone). Eis o que saiu (não digo que as coisas sejam assim, foi mais um exercício livre de pensamentos fragmentados):

  1. Pensamentos da madrugada, que não sei como articular direito, mas vamos lá. Se o Kim quiser sair do totalitarismo, como fazer? O risco é grande. Mandou matar gente, pode pagar com a cabeça.
  2. Um tribunal internacional destes pode condená-lo por crimes contra a humanidade. Um general pode matá-lo ao menor sinal de fraqueza. É um problema dos totalitarismos que poucos entendem.
  3. Para que um ditador totalitário abandone o poder ele tem que receber garantias que não será responsabilizado pelos crimes do regime depois. É injusto? Claro que é. Mas se não for assim, por que ele abandonaria o poder?
  4. Há muito ressentimento represado, pronto para vir à tona ao menor sinal de fraqueza de um regime. Pode ter guerra civil e gerar outra ditadura totalitária. (Não é redundância falar ditadura totalitária)
  5. Vejam o regime militar no BR. Era ditadura? Pode até ser, no limite. Mas não era totalitarismo. Os militares não tentaram impor um pensamento único ou uma ideologia na população.
  6. Ao contário, abominavam ideologias. Apesar de, sem saberem, serem influencidados por uma das piores, o positivismo. Não eram positivistas, mas eram tecnocracistas. Achavam que tudo se resolve com o técnico.
  7. De qualquer forma, as pessoas seguiam suas vidas. Só combatiam a luta armada e ataques diretos ao regime. Deixaram a esquerda dominar as universidades e o jornalismo.
  8. Quando pensaram em sair do poder, fica o mesmo dilema de Kim. E se forem perseguidos depois? E se forem processados e presos? Acharam talvez a melhor das soluções. A famosa anistia.
  9. Anistiaram todos da luta armada e garantiram a anistia para si mesmos. Foi a melhor solução. Os Generais poderiam deixar o poder e o país seguir sua vida. Mas isso em um regime autoritário.
  10. Totalitarismo é coisa muito mais séria. O ressentimento é muito maior pois o sofrimento vai muito além do que conseguimos imaginar. Destrói a pessoa. Vejam A Vida dos Outros.
  11. No Brasil, os esquerdistas fazem piadas de como enganavam a censura, de como os burocrataseram muitas vezes toscos e ignorantes.

 

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Trump, os globalistas e a foto

Uma imagem vale mais que mil palavras, certo?

Talvez um dos lugares comuns mais falsos da história, como prova esta foto. Dependendo de suas preferência política, vai interpretar de maneira totalmente diferente seu significado.

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Há os que verão uma mulher forte, liderando o mundo contra um homem intransigente

Há os que verão um homem no domínio da situação, que contempla calmamente seus adversários que perdem a cabeça.

 

 

 

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Parece que passou a fase de negação e os formadores de opinião estão se obrigando a lidar com uma realidade: Bolsonaro tem chances de ganhar as eleições. Estavam todos esperando que em algum momento ele despencaria das pesquisas assim que a população soubesse das suas opiniões e se esforçaram para transmiti-las, da pior forma possível, claro. Não adiantou. Ele só cresce. Agora começa aquela fase em que tentam arranjar uma explicação para o “fenômeno Bolsonaro”.

Besteira. A explicação é mais simples do que parece. Desde 1989 que o brasileiro não tem uma opção que não seja de esquerda para votar. Em qualquer país, a população vai mais ou menos se dividir entre dois impulsos básicos: conservar e mudar. Estes impulsos estão na origem da posição à esquerda ou à direita em questões políticas. Desde 2002 que, devido à polarização entre PT e PSDB, o eleitor de direita tem votado nos tucanos por pura falta de opção. Eu sempre soube que no dia que aparecesse um candidato com uma pauta de direita, estaria no mínimo no segundo turno. Pois está aí. Jair Bolsonaro é este candidato.

Não importa se seja bom ou ruim, é o único no campo da direita. O PSDB resolveu brigar pelo espólio da esquerda. Estão todos disputando a mesma fatia do eleitorado, menos Bolsonaro que está sozinho no outro campo. Enquanto estiver lá, vai nadar de braçadas. Não sei se é o suficiente para ganhar o segundo turno contra uma união das esquerdas, mas é o suficiente para disputar em segundo turno. Vença ou não, terá mostrado que há um eleitorado de direita em busca de candidatos. Já será um enorme serviço ao país.

Não estou aqui declarando nenhuma preferência, apenas mostrando o óbvio. Quando um país tem apenas partidos e candidatos de esquerda, está lutando contra a realidade. O mesmo aconteceria se só houvesse direita. São dois impulsos que existem em todas as sociedades, mudar e manter, não tem como fugir, é como a lei da gravidade. Retirar a possibilidade de expressão política de um dos lados, como aconteceu no Brasil na nova República, é criar condições para uma sociedade doente.

Isso é só o começo. Candidatos de direita abrirão caminho para partidos de direita. Quem resolver superar o medo dos formadores de opinião (mídia-intelectuais-artistas) e se colocar claramente como um partido de direita só terá a ganhar. Se for sozinho, conseguirá em pouco tempo uma boa representação no Congresso, de no mínimo 1/3. Sim, vão apanhar dia sim e dia também na Rede Globo, mas no fim terão seu prêmio. Basta ter coragem.

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Em Momentos Estrelares da Humanidade, Stefan Zweig escreve sobre o último discurso publico de Cícero, logo depois do assassinato de Júlio César:

O domínio exercido pela força viola qualquer direito, argumenta. A verdadeira harmonia em uma república só se pode produzir se o indivíduo, em lugar de tratar de tirar proveito pessoal de um cargo público, antepõe os interesses da comunidade aos privados. Somente se a riqueza não se desperdiça em luxos e na dissipação, senão que se administra e se transforma em cultura espiritual, artística, somente se a aristocracia renuncia a seu orgulho, e a plebe, em lugar de deixar-se subornar pelos demagogos e de vender o Estado a um partido, exige seus direitos naturais, somente então pode restabelecer-se a república.

Interessante que na República existe obrigações de todas as partes, ricos, aristocratas e plebe. Não se trata de democracia, a vontade da maioria não é soberana. Na república, prevalece os interesses da sociedade e não os dos indivíduos. O povo não pode “deixar-se subornar pelos demagogos e de vender o Estada a um partido”.

O Brasil tem que superar tudo isso para ter realmente uma república e não essa democracia perversa que nos transformamos.

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Uma das vantagens de resolver não opinar sobre o que não sabe, é poder aguardas e observar os acontecimentos. Não sei o que move a chamada greve, ou lockout, nem o que pretende. Também não confio na imprensa para saber por ela. Ou seja, estou no escuro, como acho que quase todo mundo está. É libertador não ter que automaticamente ficar do lado ou contra qualquer coisa que aconteça.

Entretanto, sinto algo de diferente neste movimento. Não creio que tenha sido arquitetado por sindicados ou movimentos de esquerda. Acho que eles estão tão confusos quanto nós. Talvez este movimento seja o início. Mas de que?

Bem, do enfrentamento da sociedade ao poder avassalador, e um tanto ilusório, do estado. Em 1985 iniciamos a Nova República. Seu mito fundador é que os militares era os vilões e, agora, com a democracia plena, simbolizada pelas eleições diretas para presidente, iniciava-se uma nova era. A direita não existia neste concerto, apenas como espantalho. Todos os partidos, que começariam a se multiplicar como coelhos, seriam de esquerda. Diante do silêncio envergonhado da direita, passamos a ter décadas de discurso único nas universidades, imprensa e cultura em geral. Criou-se o clima para que duas pessoas completamente inadequadas fossem aceitas como presidentes, mesmo que tivessem valores e idéias completamente opostas da maioria da população.

Se existe uma coisa que liga todos os governos da Nova República foi a crescente imposição de impostos nos três níveis da administração. O resultado é uma economia que se acredita ser praticamente dominada direta ou indiretamente pelo estado. Tecnicamente estamos em uma economia fascista ou bem perto dela. O espírito do brasileiro desceu ao nível mais baixo de sua história. Ninguém mais acredita que seremos algo melhor do que somos, o ressentimento aflora cada vez mais, a indiferença e melancolia crescem a cada dia. A relação do brasileiro com a seleção talvez seja a melhor evidência deste estado de coisas. Nunca o Brasil foi tão apático para uma Copa do Mundo, um evento que literalmente parava o país.

Pois a Nova República chegou no limite. Não sei o que vai acontecer, mas acho que uma hora todo este espírito mortificado da nossa sociedade vai se rebelar de vez, como ensaiamos em 2013 e 2016. Não sei se o resultado; nada garante que ficaremos melhor. A Revolução Francesa transformou a maior país da europa em um ditadura para depois entrar em uma sucessão de crises políticas que ainda não terminou. Por outro lado, a revolução americana e inglesa construíram duas grandes nações. Não creio que tenhamos estadistas para o desafio; pelo menos não ainda.

A greve mostrou que o governo é poderoso, mas se sustenta por pilares frágeis, sendo o principal o espírito submisso do brasileiro perante o estado. Sempre dá para empurrar mais uma safadeza, mais uma lei apertando o controle. Diante da paralisação dos caminhoneiros, o governo ficou perdido e a classe política não sabe nem o que pensar, quanto mais o que deve ser feito. O grande perigo dessa greve é o brasileiro entender que deve assumir o destino de seu país e se rebelar. Aí, não terá quem segure.

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Da mesma forma como o Luciano, parece que terminou mais uma candidatura que nunca existiu. Se a idéia de lançar nomes a esmo é testar o potencial eleitoral, chama atenção que tanto o animador de TV quanto o ex-ministro tinham chances reais, o que não os impediu de desistirem. Por que?

Se no caso do Luciano o peso do que tinha a perder contou muito, no caso do Joaquim arrisco dizer que nunca o vi como possível candidato. Não o conseguia imaginar em um programa de PT debatendo com outros candidatos. Por mais que a imagem de uma cadeira presidencial seja atrativa para ele, a idéia de descer do seu pedestal para disputar voto no chão da política com Bolsonaro, Alckmin e Ciro Gomes deve horrorizá-lo. A vaidade, que tem de sobra, deve ter pesado para não descer no nível dos demais presidenciáveis.

Além do mais, a devassa que sofreria de jornalistas não lhe pareceu animador. Tem estórias estranhas sobre violência doméstica e seu comportamento egocêntrico que prefere deixar onde está. Afinal, como sabemos, só candidatos com selo PT ou PSOL tem carta branca para ser candidato sem serem confrontados com suas ações.

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Brasil: para onde vamos?

5e4259cddbd709fe02b3f1aee92b63c7O Barba está preso. Não sabemos por quanto tempo, mas está. O STF pode soltá-lo a qualquer momento, mas mesmo os ministros desesperados par tirá-lo de lá sabem que haverá consequências. A convulsão social não ocorreu; pelo contrário, houve comemorações. O grupo que se reuniu no sindicado em São Bernardo foi composto pela linha C dos aliados. Os grandes nomes se mantiveram à distância. Manoela e Boulous querem um naco de votos e nada mais. Sabem que não tem chances reais e estão na disputa apenas para ter um tempo de mídia. Os que tem chances, como Marina e Ciro, ficaram distantes e soltam declarações ambíguas.

O fato é que mais uma vez chegamos em um ponto que nos permite pensar em algo diferente. Mais uma chance é nos dada para começar a sair do poço sem fundo que nos metemos, mas aproveitaremos? Infelizmente, não temos homens públicos com capacidade para liderar o país em um êxodo do Egito, apenas algumas opções pragmáticas que podem fazer menos danos do que outras. Cada vez mais me convenço que, para variar, o Olavo tem razão. Sem uma nova elite cultural, nada feito.

Pelo menos temos este alento de ver nomes surgindo para formar esta nova elite. Se vão conseguir, é outra estória. Há muitos obstáculos. Há a tentação de ser aceito pelos mandarins de nossa cultura, erro fatal do último movimento a desafiar o status quo, o rock dos anos 80. Infelizmente, um a um, de Cazuza ao Paulo Ricardo, foram se ajoelhar e trocar tudo por uns afagos dos totalitaristas culturais que dominam o Brasil.

Isso tem que mudar. Sem a destruição da imerecida fama dessa turma, não temos para onde ir.

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