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Archive for the ‘Política’ Category

A tentação do purismo

De tempos em tempos, movimentos tomam o debate público de assalto. Em torno de certas idéias, grupos de pessoas se unem e desafiam o status quo, mudando o tom da discussão e, no limite, criando modificações na própria cultura de uma sociedade. Em política há um deslocamento da Janela de Overton, que estabelece quais idéias são aceitáveis em uma discussão.

Um movimento vitorioso sofre uma grande tentação, a do purismo. Quem é mais fiel a este conjunto de idéias e quem não aderiu o suficiente. No início, ocorrem expurgos ideológicos, expulsando por campanha de difamação os traidores.

Em um segundo momento, pessoas sensatas, horrorizadas com as campanhas realizadas, começam a se afastar do movimento. Não querem fazer parte das caças às bruxas que se estabeleceram.

No fim, sobram os puros. Os radicais que colocam este conjunto de idéias, ou quem as simboliza, como um deus em um sistema próximo de uma idolatria. O que sobra, no fim, é a religião política que falava Eric Voegelin. Um bando de fanáticos que tratam a política como seita, impedindo o debate racional dos princípios básicos que acreditam e separando as pessoas por grau de adesão ao dogma que foi constituído.

Está acontecendo isso no Brasil hoje. De minha parte, estou me afastando. Não vou participar do assassinato em massa de reputação que estão promovendo, um governo dos puros. Não dou mais dois meses de termos um movimento intelectual só de puros, incapaces de fazer alianças ou entender o outro, preocupados apenas de serem os portadores das verdades eternas.

Sem perceberam que se tornaram justamente o que afirmavam combater.

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Deu-se certa publicidade ao protesto de alguns estudantes contra o presidente do senado, José Sarney.

Onde estavam estes valentes quando o governo Lula comprou o Congresso em um ato muito mais nocivo do que os atos secretos do senador maranhense? Pois lembro muito bem, ameaçaram ir para as ruas para defender o presidente caso fosse aberto um processo de impedimento. Só no Brasil estudantes se mobilizam para defender presidente acusado de corrupção.

Outro dia foram às ruas novamente. Para defender a Petrobrás. Conseguiram inovar novamente. Nunca antes estudantes tinham se revoltado contra investigação de corrupção.

Não é à toa que este bando de desocupados não consegue atingir a grade massa dos estudantes; na prática já desmolarizaram as entidades e o próprio movimento estudantil. Venderam-se e barato. Quando vejo o estudante de camisa vermelha e barba(claro) preso pela segurança do senado sinto um atraso de 40 anos. O dia que resolverem protestar contra o patrocinador maior da corrupção na política brasileira podem até ter minha simpatia; por hora um solene desprezo. 1292976-7058-atm17

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Confirmando dados

Folha online:

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira que, entre 25 de abril e o último sábado (8), foram registrados 1.586 casos graves da gripe suína –a gripe A (H1N1)– no país. Ao todo, 3.642 pessoas contraíram o vírus no Brasil, revela o balanço.

De acordo com a pasta, neste período, ao menos 192 pessoas morreram, porém, com os dados das secretarias estaduais de Saúde, o número de óbitos no Brasil já chega a 211.

211 mortes em 1586 casos. Isso é mais de 10%, é em torno de 13%! O número é espantoso diante de uma mortalidade de menos de 1% na maioria dos países. Há algo definitivamente podre no reino da banânia.

Por que a imprensa não está cobrando o Ministro Temporão sobre o assunto?

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Gripe Suína: silêncio

A imprensa está tratando a gripe suína no Brasil como se fosse um assunto secundário. Limita-se a registrar as mortes e pegar uma ou outra declaração de alguém do ministério da saúde, ou mesmo do ministro, tranquilizando a população. Para quem lê o noticiário, a impressão é que trata-se de um pequeno surto que logo vai passar.

Dois profissionais de saúde amigos meus, um médico e uma enfermeira, que trabalham em cidades diferentes, alertaram-me que a coisa não é bem assim. Ela me disse outro dia que as autoridades e hospitais estão escondendo as mortes para evitar alarmar a população. Ele me disse que já participou de reuniões sobre a gripe e a situação não é nada boa.

Há dois dias, saiu a seguinte nota no Jornal do Brasil:

O infectologista Edmílson Migowisky fez duras críticas na manhã desta terça-feira à forma como o Ministério da Saúde vem ministrando o Tamiflu no país. Segundo Migowisky, a alta percentagem de mortes no Brasil, mais de 10%, contra 0,5% em todo o Mundo, é consequência da restrição que o Ministério fez quanto á distribuição da medicação.

– A letalidade da gripe no Brasil é muito superior à letalidade da Inglaterra, onde aconteceram quase 100 mil casos e poucas pessoas morreram. O Chile também distribui a medicação livremente e o índice de mortes é baixo – atacou.

O infectologista, que desde o início da epidemia defende a liberação da medicação sem restrições, diz que boa parte das 210 mortes no país aconteceram por conta desta política errada.

– Aqui no Brasil a política é restritiva.

Será que estamos no meio de uma epidemia que pode se alastrar pela conhecida incompetência do governo? Cadê a imprensa que não está fazendo estas perguntas? Não está passando da hora de investigar mais um pouco?

O México teve que parar para conseguir se livrar da gripe. Por aqui, tirando algumas escolas, tudo está normal: cinemas, teatros, shoppings. Será uma irresponsabilidade?

Estou começando a ficar inquieto com a gripe no Brasil. Tenho a impressão, e por enquanto não passa disso, que tem muita coisa escondida nesta estória. Que há algo de podre no reino da Dinamarca.

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Política brasileira

Não é fácil. Não é à toa que o lulo-petismo ganhou o país de assalto. Ao contrário da oposição, tem um plano muito bem definido de poder e não exista em fazer sacrifícios para conquistá-lo. Para preservar a figura de seu presidente e símbolo, não pensou duas vezes antes de jogar todo o primeiro escalão do governo no ostracismo, de Palocci a Dirceu. A oposição, por sua vez, deixou o mensalão escapar de suas mãos com a imbecil decisão de igualar Azeredo e Lula. Ao defender o caixa dois do senador mineiro, deu aval para o caixa dois do Lula; pior, passou para a sociedade que o único crime do presidente tinha sido este quando na verdade houve compra de votos do legislativo, um dos mais graves crimes de um regime democrático.

Agora, para preservar atos isolados de Arthur Virgílio e Sérgio Guerra, semelhantes a quase todos os senadores, a oposição resolve igualá-los a José Sarney e sua turma. Assim fica fácil para Lula nadar de braçadas. O arranjo é uma vergonha para todos os envolvidos e o vencedor está do outro lado da praça dos três poderes que será poupado de ter que defender o coronel do Amapá/Maranhão.

Por isso o PT está onde está e o PSDB e DEM estão onde estão. Talvez por muito tempo ainda.

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A esquerda limpinha

Marina Silva pode ser a candidata a repetir Heloísa Helena nas eleições do ano que vêm. O noticiário está repetindo sem parar que o governo está preocupado e quer evitar a aventura que poderia dividir os votos da Dilma. Não acredito nisso. Tudo pode ser uma manobra dos estrategistas do lulo-petismo para 2010.

Dilma tem potencial para afastar os eleitores moderados da sua canditadura por seu passado terrorista, seu radicalismo e até mesmo pela sua fraude intelectual no caso dos títulos. Com medo que este voto migre para o candidato da oposição, o governo pode estar investindo em um candidato da “esquerda limpinha”, como foi HH em 2006. Uma esquerda que não participa do jogo sujo da política e possui ideais éticos.

Quando as eleições chegarem na definição, confiam que estes votos migrem naturalmente para o candidato da esquerda suja para evitar o mal maior de ter a vitória de um oposicionista. Não vou dizer candidato da direita porque este tipo de ser não existe na política tupiniquim. A disputa de 2010 estará entre candidatos de esquerda mais uma vez, seja Serra, Dilma ou Marina.

Aliás, a candidatura da Dilma não me concenceu até hoje. Pressinto que na hora H, o governo vai desembarcar da canoa da ex-terrorista e lançar seu nome verdadeiro. Lula pode estar apenas se divertindo, lançando um nome para especulação enquanto guarda seu verdadeiro candidato para o ano que vem.

Quanto a Marina, o que dizer? Corre sério risco de trocar seu mandato garantido de senadora pelo ostracismo político, como fez Heloísa Helena, hoje vereadora em Maceió. Deve ser isto que deve estar em questão em sua cabeça para decidir se aceita a aventura do PV ou não. Pode se transformar em mais uma inocente útil do petismo; papel, aliás, que desempenhou com perfeição quando foi ministra emprestando uma credibilidade ambiental internacional para  Lula. Foi defenestrada quando o governo teve que começar a mostrar resultado em termos de infra-estrutura e a ministra se mostrou ruim de jogo para atender o razoável.

Estão chamando sua candidatura de novidade. Não vejo nenhuma ainda. Apenas mais uma tentativa de vender uma esquerda limpinha como foi Heloísa Helena e Cristovão Buarque nas últimas eleições. Novidade seria a apresentação de um candidato com uma agenda liberal, propondo redução do tamanho do estado e da carga tributária.

Seria pedir muito?

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O aparelhamento do estado

Cada vez fica mais claro porque a secretária da receita foi demitida. Quando ela assumiu o cargo, sabendo de sua ligação política com o PT, achei que seu papel seria conduzir o aparelhamento da recita federa. Pois é, parece que o governo também achou a mesma coisa. Só que ninguém contava que a moça teria brios e resolveria tocar o orgão de forma técnica. Aí a porca torceu o rabo.

Além de dar um tranco na toda poderosa PTBrás, a valente resolveu investigar ninguém menos que José Sarney. A tropa de choque do petismo, capitaneados por Dilma e Mercadante, caíram em cima dela com sangue nos lábios. A Petrobrás? Sarney? Aí não, quem ela pensa que é?

O fato é muito grave. A receita federal ser aparelhado desta maneira e utilizada para perseguir o homem comum e os desafetos, ao mesmo tempo que protege os aliados é algo inédito no país. Há tempos venho dizendo, não sobra mais nada. Polícia Federal, bancos estatais, receita, justiça; está tudo a serviço do partido e seu líder máximo.

E o presidente tem a cara de pau de dizer que não tem nada a ver com Sarney!

A imprensa ainda não deu o devido destaque à notícia, mais uma vez tenta proteger o mito que ajudou a criar. Vai morrer abraçado a ele.

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Sarney salvou a petralhada que está espalhada na imprensa. Afinal, ficar bajulando o governo o tempo todo já estava causando um certo desconforto para a maior parte dos nossos jornalistas. Em seus coraçõezinhos vermelhos, engolir a corrupção do governo Lula e seus aliados é uma tarefa indigesta.

O caso Sarney deu-lhes algo para tentar fingir que ainda são jornalistas e possuem livre pensamento. Tudo que guardaram para si estes anos está vindo à tona agora. O ex-presidente virou símbolo para tudo de ruim que existe na política. Não conseguem enxergar que o maranhense é passado, está no crepúsculo da vida. Lula e seu bando são presente e futuro; pior, carregam vícios que vão muito além dos coronéis brasileiros. Se estes contentavam-se em se aproveitar do poder, a nova ordem política representada pelo PT quer se aproveitar do poder e ao mesmo tempo ser a voz da nova virtude.

Pergunto: onde estavam estes jornalistas quando o filho do atual presidente da república transformou-se de um dia para outro de monitor de jardim zoológico em empresário milionário graças à bondade de uma empresa que depende do governo para funcionar? Por que os parentes do Sarney são justamente colocados à luz e os do Lula são escondidos do grande público? Lula tornou-se um mito político não apenas por suas qualidades (ou falta delas); a imprensa brasileira prestou-lhe e continua prestando um grande serviço.

Envergonham sua profissão. No futuro, quando se conseguir olhar com mais honestidade para os oito anos do governo mais corrupto da história da república, ficará a constatação do papel vergonhoso da maioria dos jornalistas brasileiros. Tinham a obrigação de averiguar e denunciar o que sabem, preferiram agir, conscientemente ou não, em função de uma ideologia e fazerem parte da pantomina.

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Eles se merecem

aroeiraEstadão:

O governo avalia que os aliados venceram o primeiro tempo da luta para salvar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), quando apostaram na estratégia do confronto com a oposição. Ontem à noite, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o senador Fernando Collor (PTB-AL) conversaram com presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aliado de Sarney, Collor foi o principal personagem no enfrentamento com a oposição na véspera. Bateu boca com Pedro Simon (PMDB-RS), em plenário, e mandou o colega “engolir” suas palavras.

Comento:

Isso porque o demiurgo falou que não tinha nada a ver com Sarney e a crise no senado! Lula, Collor, Sarney, Calheiros, todos juntos em um projeto de poder.

E tem gente que acredita que Lula está preocupado em distribuir renda…

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Democracia?

Lauro Jardim:

José Padilha, diretor de Tropa de Elite, tem um roteiro pronto para dirigir um filme sobre corrupção na política, baseado no mensalão. Só que ele está às voltas com um pequeno problema: não consegue captar um centavo. Ainda não encontrou uma empresa que queira meter o dedo nessa cumbuca.

Comento:

Será que não tem nada de errado com o que está acontecendo? Que regime democrático é este que nenhuma empresa quer colocar dinheiro em um filme que tem retorno garantido para não contrariar o grupo político que tomou conta do país? Um país que empresas privadas temem contrariar o presidente da república não pode ser chamado de democrático.

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Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia, ou seja, a quadrilha das relações exteriores, questiona o acordo de cooperação militar entre Colômbia e Estados Unidos. Ambos os países mantém relações diplomáticas de amizade com o Brasil, mas isso não tem importância para nossa política externa de aproximação com ditadores e genocidas.

A Venezuela fez acordos militares com o Irã e a Rússia. Nem um pio do Itamaraty.

Não queiram jamais cobrar coerência de um esquerdista. O que vale para um, não necessariamente vale para o outro. Um esquerdista raciocina com categorias. Primeiro define-se se está do seu lado ou não. Se está, tudo se justifica, até o genocídio; caso contrário, nada se justifica. Esse atentado à lógica mais elementar é uma das coisas mais abjetas da esquerda.

Não adianta pedir uma opinião para um esquerdista em um texto sem assinatura. Sem saber quem é o autor, e sua posição ideológica, o esquerdista é incapaz de raciocinar e analisar o que leu. Sim, há exceções, principalmente no passado. Gente como Graciliano Ramos e Oto Maria Carpeaux foram capazes de defender o socialismo sem jogaram o cérebro no lixo. Pode-se discordar deles pelo que pensavam, mas jamais considerá-los fraudes intelectuais.

Por isso um governo de esquerda pode atacar um homem como José Sarney em um dia e defendê-lo no dia seguinte. Ao se aliar ao governo brasileiro, Sarney foi perdoado por seus pecados. Pelo menos enquanto não causava danos à popularidade do demiurgo. No momento que se transforma em um peso, pode ser descartado sem cerimônia.

Por isso também o mesmo governo que quer falar duro com a Colômbia por fazer um acordo militar com uma potência estrangeira pode silenciar em relação à Venezuela por fazer um acordo militar com um potência estrangeira.

Sem corar.

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Irresponsabilidade do governo

Folha:

O aumento das despesas e a queda da arrecadação levaram ao pior resultado nas contas do governo federal na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro semestre. O superávit primário do governo central -economia feita para pagar os juros da dívida pública- nesse período foi o menor em 11 anos.
De janeiro a junho, segundo dados do Tesouro Nacional, o superávit primário do governo federal somou R$ 18,56 bilhões, uma queda de 70% em relação aos R$ 61,34 bilhões dos primeiros meses de 2008.

Comento:

A resposta padrão dos petralhas neste caso e colocar a culpa na crise. Então ficamos assim, surge uma crise econômica mundial, diminui a atividade econômica por causa da queda do consumo e o governo faz o que? Aumenta suas despesas.

Ano que vem será ainda pior. Com o seu governo chegando ao fim, Lula joga para o espaço a disciplina fiscal que lhe garantiu o segundo mandato e a popularidade que tem hoje. Joga o problema para o colo do seu sucessor que herdará um estado ainda mais parrudo e para o brasileiro, que paga esta farra toda

O governo já anuncia que vai aumentar o valor da copra de votos, também conhecido como bolsa-família. Aquele programa que muitos chamam de transferência de renda. E comprar votos não é uma forma de transferir renda?

E já teve político que perdeu o mandato por muito menos! A diferença é que inauguramos uma forma inédita de comprar votos com dinheiro do brasileiro e ainda ser elogiado pela imprensa e até mesmo por políticos da oposição!

O homem é um gênio!

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Para socorrer o ex-bispo fornicador, Fernando Lugo, o presidente Lula anunciou que vai rever o Tratado de Itaipu e pagar um inacreditável valor de 300% a mais pela energia paraguaia. É bom lembrar que apesar do empreendimento ter sido dividido, quem bancou a construção da Usina foi o Brasil. Jogar este dado fora é uma traição e um acinte ao brasileiro que terá que pagar mais pela mesma energia que consome. O governo do PT está expropriando o brasileiro, como sempre faz.

O DEM parece ter acordado da inércia e vai ao STF exigir a discussão do caso no Senado, dentro das atribuições constitucionais da casa. Faz o certo. Uma medida desta natureza deve ser discutida no local adequado em uma democracia, o parlamento. Aliás, o governo tão chegado ao assunto referendo poderia consultar a população sobre o acordo.

É muito bonito falar que o Brasil precisa ajudar o vizinho pobre, mas nós estamos longe de ser um país europeu ou do norte das Américas. Se o Brasil estivesse tão bem não precisaria de bolsa-família, ou não precisa? Ainda assim, o governo poderia optar por uma ajuda que não mexesse com Itaipu.

Lugo faz parte do Foro de São Paulo. Como tal deve ser ajudado, sobre os interesses nacionais dos países governados pelos sócios desta entidade que não existe para a imprensa brasileira, apesar de ter site e membros que a reconhecem, como Lula, Chávez e Castro.

Do jeito que vai até o Obama se torna sócio da turma. Se já não é. Se sempre não foi.

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Estadão:

Descaracterizar o que ocorreu no dia 28 da definição de golpe de Estado tem sido um dos mais perceptíveis esforços do governo de facto de Honduras, liderado por Roberto Micheletti. Para uma imensa parcela dos quase 8 milhões de hondurenhos, no entanto, o rótulo do movimento que depôs o presidente Manuel Zelaya pouco importa.

“Se o preço da nossa liberdade é sofrer com o isolamento internacional e a escassez de dinheiro pela suspensão da ajuda externa, estamos dispostos a pagar”, disse ao Estado o estudante de Engenharia Carlos Vargas, durante uma grande manifestação realizada na quarta-feira por partidários de Micheletti na capital do país, Tegucigalpa. “Se quiserem chamar de golpe, não será problema, desde que mantenham Zelaya longe da Casa de Governo.”

Comento:

Por uma estranha razão a imprensa brasileira estava silenciando para o fato de Zelaya não ter apoio popular para o golpe que estava armando; tanto que foram encontradas evidências de fraude nas urnas preparadas na Venezuela e que seriam usadas em sua “consulta popular”. Ainda falta muito para a imprensa reconhecer que a única irregularidade que os poderes de Honduras cometeram foi ter soltado o ex-presidente, que deveria estar respondendo na justiça por traição e outros crimes.

Alô população da Venezuela! Alô Forças Armadas! É possível dar um basta à tirania! Re-estabeleçam a liberdade em seu país, não é possível progresso social sem democracia.

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No bom estilo Reinaldo Azevedo, um vermelho e azul com uma reportagem da Folha:

A visita do chanceler de Israel, Avigdor Liberman, a Brasília escancarou ontem as divergências diplomáticas que opõem os governos israelense e brasileiro, evidenciando os limites do diálogo entre países com agendas tão opostas.

Divergência diplomática é a forma delicada de dizer que o Brasil só se interessa por ditadores. Como Israel é uma democracia…


Liberman encerrou a primeira e mais importante etapa de seu giro sul-americano -que o levará ainda a Argentina, Peru e Colômbia- sem conseguir a almejada aproximação política com o Brasil, que Israel vê como país-chave para tentar frear a atuação do Irã na região.

Santa inocência Liberman! Acreditar que o Brasil pode fazer alguma coisa para frear o Irã quando está mais preocupado em agradar o maníaco que dirige o país.


A intensificação das relações entre Irã e América do Sul dominou a pauta dos encontros de Liberman com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o chanceler Celso Amorim.
O israelense disse que “o Brasil, mais do que qualquer outro país”, pode ajudar a pôr fim ao programa nuclear iraniano, que Israel, mesmo como única potência atômica do Oriente Médio, vê como ameaça existencial. Teerã diz que quer produzir energia, não bombas.

O que um país montado em petróleo quer fazer com energia nuclear?


Em entrevista ao lado de Liberman, Amorim respondeu com uma alfinetada, dizendo que o Brasil assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e “gostaria que todos os países fizessem o mesmo”. Israel não é signatário do acordo.

Ainda bem. Se Israel não tivesse a bomba, seria um prato cheio para seus inimigos. Em tempo: apesar de ter armas nucleares, o governo Israelense jamais cogitou usá-las contra seus vizinhos. Pode-se dizer o mesmo de um Irã nuclear que tem como objetivo permanente riscar Israel do mapa?


A delegação israelense também não gostou de ouvir Lula e Amorim reafirmarem planos de receber o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que nega o Holocausto e defende que Israel seja riscado do mapa.

Como se vê, Ahmadinejada é uma flor de pessoa. Só quer que Israel seja dizimado. É pedir demais?


O iraniano planeja fazer a Brasília a sua primeira viagem após a posse para o segundo mandato, no mês que vem -antes, portanto, do presidente israelense, Shimon Peres, que tem viagem ao Brasil marcada para novembro. “O Brasil tem uma política de diálogo. Você não dialoga só com os países com os quais você está de acordo sobre tudo, senão não há conversa”, disse Amorim.

A frase de Amorim não se refere ao Irã e sim a Israel. O país que está em desacordo com o Brasil é a única democracia de fato do Oriente Médio, o que mostra, mais uma vez, a verdadeira natureza do PT.

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