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Archive for the ‘Internacional’ Category

Quase todo jornalismo repete até exaustão que foi um ataque de fundamentalistas radicais contra a liberdade de expressão. Bem, quando o jornalismo começa a repetir em uníssono os mesmos jargões o meu desconfiômetro começa a disparar. Será que foi mesmo um ataque à liberdade de expressão?

Fico com a impressão que os dois terroristas muçulmanos, que me parece ser a expressão mais correta porque são terroristas e muçulmanos, alvejaram pessoas reais e não liberdade de expressão. Estavam cumprindo uma fatwa que já existia há algum tempo e queriam mesmo era vingar Alá, matando os chargistas do jornal. Se duvidar nem sabem o que é a tal liberdade de expressão.

Sabem o que é atacar a liberdade de expressão? É o governo Obama mandar prender um cineasta por ter feito um filme que segundo terroristas seria a motivação para o ataque à Bengazi, tese já rejeitada. É os governos ocidentais tomarem ações para intimidarem jornalistas e artistas de criarem qualquer coisa que possa ser considerada uma provocação à sensibilidade desses malucos. Sei não, acho que apenas os estados são capazes de atacar a liberdade de expressão.

No caso dos chargistas da Charlie Hebdo, foi justificativa para saciar um desejo de sangue humano. Tudo que esses loucos querem é uma desculpa: se não for uma charge será um filme, uma música, um penteado. Ou vocês acham que eles estariam vendendo quibe em uma padaria se a Charlie Hebdo não tivesse publicado aquelas charges? Não se deixem enganar, só há uma forma do ocidente não ofendê-los:converter-se ao islã. Tentaram há alguns séculos, estão tentando novamente. 

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Obama e as Olimpíadas

Hugh Hewitt levanta uma questão interessante:

If the president cannot persuade the International Olympic Committee, which is, after all, merely corrupt, to go his way, how will he persuade Iran’s mullahs, who are both corrupt and fanatical, to give up their nukes?

Coluna aqui.

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Vejam o que saiu no G1, com destaque no Noblat:

Presidentes interino e deposto se negam a negociar uma solução. Zelaya permanece refugiado na Embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Do G1:

A crise política em Honduras continua sem solução, já que o presidente interino do país, Roberto Micheletti, e o presidente deposto, Manuel Zelaya, se negam a negociar. Enquanto nenhum dos lados cede, Zelaya permanece refugiado na Embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital hondurenha.

Na sexta-feira, o governante interino afirmou que a melhor solução é o país escolher um novo presidente. Micheletti afirmou que está disposto a renunciar, mas descartou completamente a volta de Zelaya. Por outro lado, o presidente deposto só aceitar negociar se retornar ao poder do país da América Central.

Comento:

Vejam o tamanho da impostura. Zelaya só aceita a sua volta ao poder. Micheletti, por sua vez, diz que aceita renunciar para a escolha de um novo presidente. Como assim se recusam a negociar? Como assim nenhum deles quer ceder? Micheletti está sedendo simplesmente a presidência, desde que, como manda a constituição, não seja para Zelaya.

O que falta para a imprensa brasileira escrever manchetes em acordo com o que a própria matéria diz? O lead deveria ser: “Micheletti aceita renúncia, Zelaya mantém-se inflexível”, ou coisa semelhante. Uma vergonha.

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Chomsky visitou Hugo Chávez ontem e hipotecou sua solidariedade. Afirmou que o tiranete venezuelando está levando ao seu povo um mundo diferente, muito embora Chávez seja bem claro em seuchomsky-chavez objetivo: o socialismo. Chomsky é um exemplo cabal da traição dos intelectuais, do mal que toma conta da maioria dos intelectuais. Ele não quer se relacionar com o mundo real, quer mostrar que o mundo se molda à sua realidade. Mais importante do que entender o real, quer estar certo, o que é muito diferente.

Chávez está em marcha acelerada com o fim da liberdade em seu país. Sua reforma educacional, que promoverá o socialismo, é inspirada no modelo soviético de Stálin. Sim, ainda haverão eleições e uma oposição, sem qualquer força para lhe opor. Esta simulação de democracia é suficiente para homens como Chomsky. Mais um intelectual a serviço de uma causa.

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Sempre que leio um texto de André Petry, penso logo no livro “A Traição dos Intelectuais” de Julien Benda. Ele é o representando do progressismo no Brasil, uma espécie de embaixador do partido democrata, a esquerda “limpinha” americana. Quando a Veja o colocou como correspondente em NY para acompanhar a eleição ano passado, eu não tive nenhuma dúvida que teríamos um porta voz de Obama na maior revista do país. Agora o governo Obama é coberto pelo jornalista. Coberto no sentido de cobrir mesmo.

Por que recorro a Benda? Porque foi um dos primeiros a denunciar essa classe de vigaristas que renunciavam o dever maior do intelectual, descobrir a verdade. Os intelectuais traidores não possuem interesse nenhum em entender o mundo e descobrir como as coisas são; seu interesse é estar certo. Bruno Tolentino, falecido poeta brasileiro, cunhou bem o termo para a visão que este tipo de intelectual: o mundo como idéia.

Na Veja desta semana, Petry fala da cúpula da cerveja. Até Petry foi obrigado a reconhecer que o professor Gates estava errado, mas não chegou tanto em relação a Obama. Este apenas interpretou mal os fatos pelo histórico racista americano (engraçado que Petry dizia ano passado que eleger Obama era mostrar que o racismo não existia na América!). Para equilibrar o jogo __ aqui cabe uma regressão, para um esquerdista só existe duas hipóteses: eles estão certos ou eles estão errados, neste caso tem que ter um erro do outro lado para alcançar um equilíbrio) __ Petry colocou que dois erros não fazem um acerto. O segundo erro, em sua concepção torta, teria sido do policial que usou de truculência.

Truculência que não houve. Para sorte do policial, ele estava acompanhado de outros dois; para sorte maior ainda, um era negro e outro hispânico. Tem que crescer muito cabelo em ovo para a imprensa americana ousar questionar um negro ou hispânico. Tivesse o policial sozinho ou acompanhado de dois brancos, estaria frito. Parece que um policial esperto tem que sempre ter um outro policial, negro ou hispânico, ao seu lado para ter alguma credibilidade. Com a cortesia de décadas de hegemonia dos progressistas na cultura.

Petry ainda avança mais um pouco na impostura. Disse que a única correta na história, excetuando Obama, é claro, que está além do bem e do mal, foi a vizinha que chamou a polícia pois esta teria tido o cuidado de evitar dizer no telefone que os suspeitos que tentavam arrombar a porta da casa de Gates eram dois negros. Sempre que estou em dúvida é bom escutar Petry. Ele me dá uma boa pista do caminho errado.

Se a vizinha percebeu que os dois arrombadores eram negros, deveria ter mencionado. Assim como teria se fossem asiáticos, brancos, índios, gordos, baixos, carecas ou o que for. É sempre importante informar a polícia o máximo de detalhes possíveis para preparar uma ação. O medo de uma pessoa de informar para a polícia uma característica de um suspeito baseado no racialismo é um mal provocado pelo politicamente correto. Os dois não eram suspeitos por serem negros e sim por estarem arrombando uma porta. Será que arrombar uma porta não é sinal suficiente para que um vizinho chame a polícia?

André Petry é uma amostra do que há de errado com o jornalismo no Brasil e no mundo. Uma boa parte dos jornalistas, talvez a maioria, não está interessada em mostrar a realidade do que acontece e interpretar de acordo com critérios lógicos. Querem provar que estão com a razão, que são iluminados tentando apontar o caminho da virtude para o pobre homem comum. Para isso destorcem os fatos ou simplesmente recusam-se a levá-los em consideração para não ter que lidar com eles.

Benda escreveu seu livro na década de 20. Ainda não tinha visto o nazismo, pouco conhecia do terror comunista, não tinha visto 1968, a cobertura americana da ofensiva Tet e muito menos o politicamente correto em ação. Benda é a amostra de um homem que preferia estar errado a ter razão. Infelizmente, para ele e para nós, estava certo. Ele sim foi um verdadeiro intelectual.

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Calados

A grande imprensa brasileira continua em silêncio sobre os mísseis venezuelanos encontrados com narco-terroristas das FARCs. Nenhum pio também sobre o fechamento de 32 emissoras de rádio pelo quase-ditador de Caracas.

A OEA, tão preocupada com a democracia em Honduras, também não se pronunciou.

Obama e Clinton, também ciosos da democracia em Honduras, fecha os olhos para o que acontece na Venezuela.

O governo brasileiro então, nem se fala.

Mostram que o discurso sobre Honduras não tem nada de defesa da democracia, apenas a pressão para recolocar um aliado no poder, mesmo um pateta fanfarrão como Zelaya.

São todos cúmplices do que o continente está se transformando. Alguns por tomarem parte ativa no retorno às cavernas da América Latina, também chamada de Latrina, outros por omissão, por estarem preocupados em se tornarem populares para gente que os desprezam.

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Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia, ou seja, a quadrilha das relações exteriores, questiona o acordo de cooperação militar entre Colômbia e Estados Unidos. Ambos os países mantém relações diplomáticas de amizade com o Brasil, mas isso não tem importância para nossa política externa de aproximação com ditadores e genocidas.

A Venezuela fez acordos militares com o Irã e a Rússia. Nem um pio do Itamaraty.

Não queiram jamais cobrar coerência de um esquerdista. O que vale para um, não necessariamente vale para o outro. Um esquerdista raciocina com categorias. Primeiro define-se se está do seu lado ou não. Se está, tudo se justifica, até o genocídio; caso contrário, nada se justifica. Esse atentado à lógica mais elementar é uma das coisas mais abjetas da esquerda.

Não adianta pedir uma opinião para um esquerdista em um texto sem assinatura. Sem saber quem é o autor, e sua posição ideológica, o esquerdista é incapaz de raciocinar e analisar o que leu. Sim, há exceções, principalmente no passado. Gente como Graciliano Ramos e Oto Maria Carpeaux foram capazes de defender o socialismo sem jogaram o cérebro no lixo. Pode-se discordar deles pelo que pensavam, mas jamais considerá-los fraudes intelectuais.

Por isso um governo de esquerda pode atacar um homem como José Sarney em um dia e defendê-lo no dia seguinte. Ao se aliar ao governo brasileiro, Sarney foi perdoado por seus pecados. Pelo menos enquanto não causava danos à popularidade do demiurgo. No momento que se transforma em um peso, pode ser descartado sem cerimônia.

Por isso também o mesmo governo que quer falar duro com a Colômbia por fazer um acordo militar com uma potência estrangeira pode silenciar em relação à Venezuela por fazer um acordo militar com um potência estrangeira.

Sem corar.

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