Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Sociedade e Cultura’ Category

Alguns destaques da minha semana:

O Senhor dos Anéis

Terminei a releitura. Peter Kreeft disse uma vez que se livros pudessem ser santificados, canonizaria O Senhor dos Anéis. Não que um livro seja uma apologia cristã; em verdade trata-se de uma mitologia pré-cristã. Mas da mesma forma que o Antigo Testamento prefigurava o Cristo que viria, o livro de Tolkien faz o mesmo, especialmente com os personagens de Frodo (sacerdote-sacrifício), Aragorn (rei que retorna) e Gandalf (mago profeta). Mas nada disso funcionaria se não fosse realmente uma obra de arte, um grande épico de coragem, sacrifício, honra e luta implacável contra o mal.

A Matter of Life and Death

Curtindo esse disco do Iron Maiden em vinyl. Esse é um daqueles que gostei desde o início, em seu lançamento, mas ainda não tinha prestado atenção nas letras. É quase um disco conceitual, tendo guerra e religião como seus temas.

Scott Adams

Comecei a assistir mais atentamente os periscopes de Scott Adams, o criador de Dilbert e talvez a pessoa que melhor esteja entendendo não só o fenômeno Trump como a própria realidade que estamos vivendo. Quem acha que Trump é um grande idiota e Scott um conservador fã do laranja, está completamente enganado. Scott é ultra liberal, mas como estudioso da arte de persuasão, ficou fascinado com o domínio de Trump sobre o tema. Ele propõe que o grande filtro que tem que ser usado para entender Trump é a persuasão. Comecei a ler seu livro, Win Bigly, onde ele trata deste assunto.

The Good Place

Terminei de rever a primeira temporada da série. Ficou ainda melhor, apesar de não ter o prazer das reviravoltas. Alguns comentam que tinham adivinhado e só me pergunto: por que? Por que eu perderia o prazer de ser surpreendido?

Anúncios

Read Full Post »

Read Full Post »

Neste vídeo, eu uso um ensaio do editor da Imagine, Gregory Wolfe, sobre artes, para tentar entender a atração das ideologias. A chave é o recorte da realidade.

Read Full Post »

Talvez o fato mais significativo da última semana tenha sido a reação da policial que matou um assaltante que ameaçou um grupo de mães e crianças em frente a uma escola. O jornalismo entrou em polvorosa porque sentiu que uma narrativa entrou em jogo naquele momento. O apoio maciço da população não deixou dúvidas de que o Brasil está farto da violência e, se o estado não consegue prender e manter preso seus marginais, melhor que seja morto no ato.

Não estou dizendo que foi uma execução, longe disso. A policial agiu corretamente, de acordo com seu treinamento. Tem que ter coragem para sacar uma arma para enfrentar um bandido armado; e nem deixou cair a bolsa! Não tem como dar voz de prisão quando o marginal tem pessoas sob a mira de sua arma. Tem que abater mesmo, e ela foi perfeita.

O mais interessante são as reações. Muita gente comemorou o fato que o bandido morreu e é esse ato de aparente desumanidade que mostra o ponto que a população chegou. Se tivéssemos a certeza que o bandido seria julgado e iria passar um bom tempo na cadeia, a celebração seria menor. Mas se sabe muito bem que logo estaria solto e praticando novos crimes. Este fato simples mostra como a injustiça, e a impunidade, corrói o espírito de uma nação. Tudo isso acontece porque o estado não funciona, pois deixa de lado o que seria sua principal função para tratar com prioridade problemas que ele ajuda a criar ou piorar.

Na minha concepção, a função primordial do estado é segurança e defesa. É para isso que ele existe, e trata-se de algo que praticamente só ele pode fazer. Ninguém imagina uma polícia, um exército ou uma justiça privados. São funções eminente dos estados em todos os tempos, sejam nações ou mesmo cidades-estados. Em complemento, pode ajudar a promover o bem comum com algumas ações em outras áreas. O problema é que fomos convencidos que o Estado é o principal ator para promover o bem comum, para promover o tal desenvolvimento econômico e social.

Eleição em eleição somos convencidos que o importante é economia, saúde e educação. A violência é varrida para debaixo do tapete porque ninguém quer tratar deste tema espinhoso e de tantos fracassos.

É aí que o jornalismo faz um enorme desserviço. Dominado por ideologias parasitas, recusa-se a confrontar políticos com o problema da violência, suavizado com o nome de segurança pública, e faz o que pode para reforçar a narrativa que o importante é a economia. O resultado é aquela bizarrice de um debate presidencial em que candidatos vomitam números ante uma população hipnotizada que não tem a menor condição de analisá-los. O brasileiro se convenceu que seu bolso é mais importante que sua vida e por isso aceitou ser dominado por mais de 20 anos por partidos que têm visões simpáticas sobre a bandidagem.

Casos como o dessa policial mostra que a população está querendo acordar dessa hipnose sinistra e quer voltar a andar segura nas ruas, quer suas casas sem grades, quer a volta da vida em comunidade e não ficar trancada à noite dentro de casa. Por isso o pânico nas redações. Já pensou se o brasileiro entender que a principal função do estado é promover a segurança jurídica e pública, além da defesa? Onde iríamos parar? Como movimentar as somas astronômicas para nossas universidades, base de nossso sistema educacional de péssima qualidade? Como continuar sustentando uma cultura que só promove valores que a maioria da população condena? Como continuar jogando dinheiro fora patrocinando redes de televisão por meio de propaganda de suas estatais? Como continuar tirando nosso dinheiro para emprestar quase de graça para empresas selecionadas?

Os políticos defensores de bandidos desta vez se calaram. Sabem que, em ano de eleição, não podem confrontar diretamente a policial impunemente. Não precisam. Para isso tem a grande mídia e os Sakamotos da vida. Eles estão na linha de frente para continuar entortando o senso comum das pessoas. Mas não nos deixemos enganar, estão desesperados. Ainda possuem poder, dinheiro, mas sabem que se a verdade vier à luz, não têm a menor chance.

Se o brasileiro entender que estar vivo é mais importante que dinheiro, a esquerda será varrida da vida pública do país.

Read Full Post »

Tenho começado os dias lendo um capítulo de Imitação de Cristo, do Thomas Kemphis. É uma dessas obras que tem que ler devagar, meditando a cada trecho e talvez por isso os capítulos sesjam pequenos, dimensionados para uma reflexão diária. O de hoje tratou da necessidade de nos guiarmos pela relação com Deus e não nos deixar levar pelas coisas do mundo, ou seja, de manter uma ordem correta de importância nas coisas que nos aflingem.

Aqui um dos principais problemas da modernidade. Como apontou Giovani Reale em seu fundamental livro O Saber dos Antigos, o predomínio da política é um dos males do mundo de hoje. Trata-se de um dos ídolos que tomaram o lugar de Deus. Quase todos caem no mesmo erro, de achar que a solução de todos os problemas da sociedade e do homem virão da política correta a ser adotada. Não se trata de ume erro só dos progressistas, mas também dos conservadores, que estão se tornando a cada dia esquerdistas de sinal trocado.

Não podemos dar tanta atenção aos problemas do mundo, pois eles são em sua maioria ilusórios e escondem os verdadeiros problemas humanos, que podem se resumir aos dois principais mandamentos: amar a Deus e ao próximo. Nenhum deles será resolvido pela política. A tragédia do mundo moderno é que a política é definida por aqueles que se dedicam 100% à política, justamente os que estão espiritualmente doentes. Quem conserva a sanidade e se dedica ao que realmente importa, é governado pelas idéias dos prisioneios do mundo e, talvez por isso, o mundo seja um permanente estado de desilusão. A atitude de sanidade é entender isso e se dedicar ao que realmente é importante, preservando o amor a Deus e ao próximo em um ambiente cada vez mais tóxico. Felizmente, é uma condição que o cristianismo sempre enfrentou e, de uma forma ou de outra, terminou por triunfar.

Como acontecerá novamente.

Read Full Post »

Com certeza existem diversos fatores que influenciam na decisão de cometer suicídio, mas ultimamente tenho pensado muito em dois deles, a depressão e a frustração.

O primeiro atinge muito os mais velhos, embora também aconteça aos mais jovens. Vejo muito nos aposentados, que acostumaram-se a ter suas vidas determinadas pelo trabalho. Quando, enfim, alcançam a sonhada aposentadoria, enfrentam um certo vazio. E agora? O que fazer? Durante um tempo, tudo é festa. Viagens, acordar tarde, ficar à toa, mas pode o homem viver só disso? Alguns conseguem, é certo, mas não todos. Isso já me indica que o homem tem que ter um sentido para a vida que vá além do trabalho.

A família também é um esteio importante, mas no momento que temos mais tempo para ela parece que ela tem menos tempo para nós. Os filhos já saíram de casa, possuem suas famílias e, muitas vezes, moram distantes, até em outra cidade. Com a globalização, até outro país.

Eu não vou fingir que sei como é a depressão pois nunca sofri dela. E nem quero, tendo em vista os efeitos devastadores que tenho visto. Só sei que ela conduz, muitas vezes, ao desespero e este ao ato final.

Outro vilão que tenho visto é a frustração. Esta atinge preferencialmente aos mais novos, particularmente da nova geração. Os jovens de classe média para cima, possuem uma riqueza que era inconcebível há um século atrás e nem percebem. Muitos sentem-se pobres por se comparar aos mais ricos, uma bobagem. Melhor faria se se comparassem ao passado, à época que o mais poderosos dos reis tinha que arrancar dente sem anestesia e não tinha luz para ler à noite.

O problema é que estes jovens são frutos de uma cultura que não admite que sejam frustrados. São protegidos contra tudo, até mesmo do trabalho. Um dia esta proteção desaparece e tem que se ver por si próprios. Soma-se isso ao natural exagero da adolescência e o quadro está formado. O jovem é capaz de se suicidar porque a namorada o trocou por outro.

Esta semana uma família conhecida está vivendo o drama de um suicídio. É muito triste de acompanhar, mesmo à distância. O suicídio sempre deixa uma marca nos que ficam. É um dos atos irreversíveis que tomamos na nossa vida. Não tem retorno.

Que Deus tenha misericórdia de todos os suicidas.

Read Full Post »

A impressão que eu tenho é que passou do ponto. Houve um momento que uma intervenção federal poderia ter feito a diferença, hoje acho difícil.

A bandidagem do Rio de Janeiro cresceu sob a proteção de uma cultura implantada desde o nefasto domínio do Sr Leonel Brizola, que encontrou eco entre os intelectuais da cidade. Uma cultura de glorificação do marginal que se espalhou pela cultura brasileira pela mídia de massa.

Quando a presidente do STF diz que o problema da violência se combate com “capacidade de amar” ela mostra que está contaminada por esta cultura. Juízes, jornalistas, artistas, advogados, cientistas sociais, professores; todos acham que o bandido é vítima da sociedade. O pensamento esquerdistas dominante considera o banditismo uma espécie de justiça social, do pobre tirando do rico. No mundo de fantasia em que vivem, são pobres criaturas forçados a roubar (e matar) porque não têm outra alternativa. Para que a violência diminua, é preciso resolver o problema, segundo eles, da desigualdade social, este símbolo que culmina a insatisfação gnóstica que têm contra este mundo que vivemos.

Na realidade do Rio de Janeiro, o problema da violência não é um problema da classe média burguesa, mas das classes mais pobres. São eles que convivem diariamente com a brutalidade nas favelas, com os tiroteios, com os justiçamentos. Só na cabeça de sociólogo que a vida na favela é uma espécie de passeio idílico no território do bom selvagem.

Tem que mudar tudo. A glolificação das comunidades, a estética do funk, a demonização da polícia (que se corrompeu pelas décadas de convivência com a violência), as faculdades de ciências sociais. Enquanto toda a sociedade não colocar a vítima da violência como centro da preocupação, não acredito em solução. O povo precisa ser ensinado a se proteger e proteger o próximo. Tem que parar com essa palhaçada de não reagir. Tem que ampliar os limites da legítima defesa. Invadiu uma casa? Pode mandar fogo. Ah, o Rio de Janeiro vai virar uma guerra? Pois deixa eu te contar uma coisa senhor intelectual, já é! Só que uma guerra em que a população está morrendo como patos, sem possibilidade de legítima defesa, um dos direitos mais básicos de uma pessoa!

Décadas de esquerdismo só poderia dar nisso. Para resolver o problema da violência, primeiro precisa recuperar o bom senso, que é o mesmo que reverter o pensamento de esquerda. Precisamos de uma revolução cultural, coisa que leva pelo menos uma geração.

Enquanto isso temos que pelo menos segurar a escalada da violência. Fora isso, acredito que pouca coisa se possa fazer.

Read Full Post »

Older Posts »