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Archive for the ‘Educação’ Category

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É raro, mas de vez em quando eu compro jornal _ a cachorrinha precisa, fazer o que? Como o Globo anda meio irrespirável, arrisquei o Estadão. Achei interessante, além do editorial principal(dos 3 grandes jornais, geralmente o melhor), um outro sobre o resultado do IDEB. Não posso dizer que fiquei surpreso. Quando incharam ainda mais o currículo para gerar emprego em profissões que só serve para distribuir diplomas, eu disse a amigos que quem iria pagar a conta eram português e matemática. Infelizmente, estava certo.

Em qualquer empreendimento um resultado desse seria visto com preocupação pelos responsáveis, que teriam que dar boas explicações. Não é o que vai acontecer. Como sempre o diagnóstico será que falta dinheiro e gente, o protocolo padrão do Estado. Vão usar isso para arrancar mais recursos e boquinhas, não necessariamente nessa ordem. E não vai melhorar.

Esse modelo de ensino foi feito para isso mesmo. Formar gente analfabeta e que não sabe fazer contas, mas com “capacidade” crítica. Ou seja, uma máquina de analfabetos funcionais.

Ontem eu estava explicando para minha filha mais velha, 12 anos, o significado simbólico de cada um dos 12 trabalhos de Hércules. Depois, antes de dormir, li um conto de Grimm para minha mais nova, 7 anos. Essas duas iniciativas são muito mais importante do que a escola moderna pode oferecer a elas; são anticorpos contra a infâmia que são submetidas todos os dias. Duvidam? Vejam um trabalho da mais nova, de 7 anos.

prova

Mas, claro, esse negócio de ideologia nas escolas é teoria da conspiração.

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Estadão:

Por decisão unânime da 4ª Câmara de Direito Privado, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) acaba de aplicar uma punição exemplar ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), condenando-o a pagar R$ 1,2 milhão de indenização para o Fundo de Interesses Difusos por ter realizado uma passeata em desacordo com a legislação. A entidade fora condenada em primeira instância pela juíza Laura Mattos Almeida, recorreu e perdeu. 

A passeata foi realizada em outubro de 2005 e foi justificada pela Apeoesp como um protesto contra um projeto de Lei Complementar cuja aprovação, pela Assembleia Legislativa, poderia deixar desempregados milhares de professores admitidos em caráter temporário pela rede pública estadual de ensino básico.

Comento:

O direito à greve foi previsto na constituição. Possui limites, não pode atentar contra direitos de terceiros, como acontece com freqüência no Brasil. Que eu lembre, é a primeira decisão judicial que resolve dar um basta aos desmandos dos sindicatos. Já passava da hora. O Brasil precisa avançar no estado de direito, um direito dentro da lei e não achado na rua como defendem muitos juristas.

É bom lembrar que a Apeoesp é a mesma que defende que professores totalmente despreparados, que tiraram nota zero em conhecimentos básicos de português e matemática, continuem ensinando na rede pública. Para os valentes, professor não precisa de conhecimento, apenas do salário.

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Veja:

Tema para reflexão: vale a pena usar chocadeiras artificiais para acelerar a produção de frango? Deu-se com isso o início de uma das aulas de geografia no Colégio Ateneu Salesiano Dom Bosco, de Goiânia, escola particular que aparece entre as melhores do país em rankings oficiais. Da platéia, formada por alunos às vésperas do vestibular, alguém diz: “Com as chocadeiras, o homem altera o ritmo da vida pelo lucro”. O professor Márcio Santos vibra. “Você disse tudo! O homem se perdeu na necessidade de fazer negócio, ter lucro, exportar.” E põe-se a cantar freneticamente Homem Primata / Capitalismo Selvagem / Ôôô (dos Titãs), no que é acompanhado por um enérgico coro de estudantes. Cena muito parecida teve lugar em uma classe do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, outro que figura entre os melhores do país. Lá, a aula de história era animada por um jogral. No comando, o professor Paulo Fiovaranti. Ele pergunta: “Quem provoca o desemprego dos trabalhadores, gurizada?”. Respondem os alunos: “A máquina”. Indaga, mais uma vez, o professor: “Quem são os donos das máquinas?” E os estudantes: “Os empresários!”. É a deixa para Fiovaranti encerrar com a lição de casa: “Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso”. Fim de aula.

Comento:

Para que um homem possa ser verdadeiramente livre, ele precisa ser capaz de pensar. A escola deveria ser o lugar para se aprender justamente a pensar através da aprendizagem de conteúdos que permitam uma base sólida para conseguir formar os próprios pensamentos. Não consigo entender como o marxismo consegue exercer tamanho fascínio que leve pessoas a realmente acreditar que o pensamento livre é um mal, que o que devia ser pensado já está feito. E estas pessoas são justamente os intelectuais!

Não lembro onde li recentemente que o marxismo dava ao intelectual a idéia que quem compreendesse os processos históricos teriam a chave do futuro. Eles acreditam entender este processo e portanto seriam homens superiores por serem detentores de uma verdade que o homem comum seria incapaz de compreender. O marxismo é o ópio de muitos intelectuais, principalmente os vaidosos.

O fato de serem contra o pensamento, de acreditar que a escola deva ter o papel fundamental de doutrinar o jovem para a verdade socialista está de acordo com o pensamento de Marx. Estou terminando de ler O Manifesto Comunista e ele foi bem claro neste ponto: a liberdade, a democracia, o livre pensamento, tudo são valores burqueses que devem ser destruídos e substituídos pelos valores proletários.

O que acontece no Brasil, e em outros lugares no mundo, é isso que estamos vendo. Professores despreparados, doutrinados nos cursos universitários de humanas, aproveitam da vulnerabilidade de seus alunos para plantarem neles a ideologias. Retirá-la depois é muito mais difícil pois requer justamente o que foram preparados para rejeitar a priori a liberdade de pensamento.

O que não dizem aos alunos é que o capitalismo, com todos os seus defeitos, tirou pessoas da miséria como nunca antes na história da humanidade, basta ver o mundo antes da revolução industrial. O sistema não criou a miséria, ela já existia antes. Marx descreveu muito bem a situação opressiva do operariado de sua época, mas o camponês medieval vivia ainda pior. O que ele não viu, e não quis perceber, foi que o próprio capitalismo era um sistema em formação  e que seria capaz de corrigir suas deficiências. Não até o ponto que queria, o da igualdade absoluta. Mas esta era sua utopia particular, a que o mundo sem a propriedade privada e sem classes sociais seria naturalmente bom e a justiça desapareceria. Errou nas duas pontas. O socialismo mostrou que pode-se até abolir a propriedade privada, mas sempre haverá classes sociais e em um sistema sem a liberdade burguesa a injustiça é muito mais aguda e destrutiva.

Existem milhões de mortes na história do comunismo para demonstrar os efeitos reais da utopia marxista. O pior é que pessoas que deveriam ser as mais esclarescidas do país acreditam ainda neste pesadelo e nossas crianças se tornaram vítmas destes violadores morais.

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Ninguém quer mais estudar

Queriam o que? Nos de pregação contra o estudo por parte do presidente da república, uma política assistencial puramente distributiva e um combate incessante ao mérito como forma de ascendência social, tudo combinado, só poderia ter este resultado: o afastamento do brasileiro da escola. Está no site da UOL:

Há três tendências que parecem se manter na educação brasileira: a queda no número de matrículas do ensino fundamental, a preponderância do Nordeste como região com menor índice dessas matrículas e aumento do atendimento da educação infantil (de 0 a 5 anos).

O brasileiro se convenceu que este negócio de estudar realmente não leva a nada. Logo se convencerão que o trabalho também é um atraso de vida. Este é o legado que a esquerda construiu em 20 anos do Brasil, um país que quer tudo do estado e não quer se esforçar.

Observem que o Nordeste é o estado com menor índice de matrículas, inferior até à Amazônia, uma região com difícil acesso a escolas. Por coincidência é o foco das políticas sociais do atual governo. Onde o estado vicia o cidadão na esmola, não pode haver progresso.

É a receita de um desastre. A garantia que nunca sairemos de nossa cova, que permaneceremos eternamente “deitado em berço esplêndido”. Parabéns aos que construíram esta desgraça.

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Excelente o artigo de Claudio de Moura e Castro na Veja desta semana. Trata da formação dos professores brasileiros; aliás, da não formação.

O autor mostra, de saída, três constatações:

  1. Os professores brasileiros não aprendem como ensinar uma regra de três.
  2. Existe um corrente antilivro, uma minoria mas que se impôs, que conseguiu banir material didático detalhado para servir de apoio aos professores. Argumentam que o professor tem que inventar sua aula ao invés de usar um bom material.
  3. Os professores não aprendem na faculdade a dar uma aula. Usam seus alunos de cobaias enquanto eles aprendem; um processo que pode durar anos.

Por que acontece esta situação? Claudio explica:

Os exemplos acima não têm foros de evidência científica. Contudo, refletem a direção tomada pelos cursos que formam nossos professores. Alguns diretores de escolas públicas falam com nostalgia do velho curso Normal, no qual se aprendia a dar aula. Foi substituído por faculdades de Educação, para formar orientadores nas escolas, e pelos Institutos Normais Superiores, para formar os professores de sala de aula. Mas essas últimas instituições não eram do agrado dos gurus da nossa pedagogia. Usando seus potentes decibéis, conseguiram o seu bloqueio pelo MEC.

O resultado é trágico. Hoje são formados nas faculdades de Educação não apenas os orientadores, mas a esmagadora maioria dos que vão ser professores de sala de aula. Nessas faculdades eles ouvem falar dos livros de muitos autores, vivos e defuntos, nenhum dos quais ensina a dar aula. Em compensação, estudam as mais exaltadas teorias, tais como a luta de classes, a exploração do homem pelo homem, o imperialismo cultural, os intelectuais orgânicos e a psicogênese do conhecimento. É como se a inclusão de algum fragmento de sapiência fosse condicionada a não ter nenhuma aplicabilidade na sala de aula. Piaget não ensina a alfabetizar. Portanto, isso não se aprende nessas faculdades. Resultado: os professores se sentem perdidos diante dos seus alunos.

Há alguns meses, a Veja publicou uma extensa reportagem sobre a educação. A maioria dos professores considerava que sua missão principal não era ensinar e sim formar o cidadão.

Não percebem que sem educação não existe o cidadão completo. Ele fica limitado por sua própria ignorância. Enquanto nossas faculdades de educação continuarem nessa pregação ideológica e na teoria de educação, nossos alunos terminarão o ciclo escolar sem saber gramática e operações básicas de matemática.

O Brasil não está na rabeira da educação mundial a toa, tem muito esforço negativo para chegar neste ponto. O mais paradoxical é que gastamos rios de dinheiro na educação, um recurso compatível com os países europeus e o resultado é lastimável. Até quando andaremos na direção errada? Até quando estaremos condenando nossas crianças à ignorância?

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Liquidação

Globo:

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse em seu programa de TV no último fim de semana que, além da construtora Odebrecht, a estatal Furnas será expulsa do país. Para Correa, a brasileira Furnas era a “firma fiscalizadora” e “também responsável pelo desastre da Usina Hidrelétrica de San Francisco”. Furnas, que atua nas áreas de geração, transmissão e comercialização de energia elétrica no Brasil, informou que ainda não recebeu nenhuma informação oficial do governo equatoriano.

Comento:

Mais um sucesso da nossa brilhante política externa. Cortesia de Marco Aurélio Garcia, o imoral do top top top.

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