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Archive for the ‘Cinema e Televisão’ Category

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Ainda não vi o Pantera Negra, mas aqui meus favoritos (sem ordem):

Iron Man: O primeiro, inaugurador do padrão marvel. Gosto do tratamento do personagem do Stark e da questão moral envolvida: a responsabilidade sobre as armas produzidas. E a cena final é sensacional.

Guardiões da Galaxia: sinceramente, não esperava muito deste filme. Acho-o superior ao volume 2 por seu caráter mais misterioso e melhor equilibrado.

Capitão América, Soldado Invernal: Apesar do primeiro ser bom, acho que este foi mais tenso e com cenas incríveis de luta. Final apoteótico.

Os Vingadores: Só a Batalha de Nova Iorque já vale o filme. E tem um grande vilão (tinha que ser um deus para enfrentar os vingadores) e… o Hulk!

Dr Estranho: mistério na dose certa e um dos temas dominantes dos últimos filmes: as mentiras que os bons contam para proteger os seguidores, e como isso dá tremendamente errado.

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Finalmente lancei a primeira parte dos textos que tinha pensado ano passado, escrito uma parte e só agora retomei. Trata-se dos filmes de “adolescentes” do John Hugues, para mim um dos maiores cineastas americanos.

Como pretendo mostrar nos textos, estes filmes foram muito mais que filmes para adolescentes. Foram uma reflexão sobre a modernidade, suas subdivisões e, sobretudo, como encontrar o amor nessa confusão sem sentido.

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Ontem revi, depois de muitos anos, o filme Beautiful Girls, do Ted Damme. Continua um dos meus favoritos. Eis 5 razões:

  1. Assisti em uma época muito especial da minha vida, em que estava tentando reconstruir minha vida depois de um relacionamento que não deu certo. Eu também me perguntava o que eu tinha feito da minha vida.
  2. A cena do Sweet Caroline é brilhante. 4 amigos estão se atacando, lidando com suas frustrações. Chega a Uma Thurman. Música. Magia.
  3. Nunca vou esquecer da frase do Tom: eu estava protegendo minha família. Amigos podem estar do lado errado da história e se tornarem uma massa.
  4. Natalie Portman nunca esteve tão encantadora. A reação dela ao beijo de Willie foi um exemplo.
  5. A trilha sonora é um caso à parte. Sensacional.

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AVISO: CHEIO DE SPOILER

Uma pena que o James Gun tenha se revelado ser um tipo tão escroto, pois é um cineasta de mão cheia. Seus dois filmes sobre estes heróis improváveis do universo marvel estão entre os melhores do estúdio.

No segundo Guardiões temos os melhores temas da literatura universal: a afirmação do herói e a redenção.

Além isso, temos os temas da amizade, amor e a divindade.

Ego é um deus com d minúsculo, como ele mesmo afirma. Isso é evidente por sua falta de sabedoria e propósito, como vai se tornando evidente. Seu destino é a solidão, ou seja, falta-lhe o principal, a capacidade de amar.

Quill, por sua vez, tem no coração sua força. De que adianta todos os poderes do mundo se não puder amar? Sim, amizade também é conflito, traição, decepção. Mas qual a alternativa? O amor sempre será um risco se dependermos da forma como os outros reagem. O segredo, é se entregar, mesmo se tiver que perder a vida.

É o caminho de Yondu, o da redenção através do sacrifício Ele cometeu um erro terrível na juventude e passou a vida tentando repará-lo, buscando a aceitação dos capitães. Só no fim, percebe que o caminho é o de amar ao limite, dando sua vida pelo outro. Quill não é apenas o filho que criou para a vida e dificuldade, mas o símbolo de todas as crianças que foi cúmplice involuntário de suas mortes.

Gun conseguiu reunir os elementos de grandes dramas humanos na forma leve de um filme de aventura, com muito humor e boas escolhas. Ajuda a resgatar a aventura como o gênero literário mais adequado a retratar os dramas humanos, como defendia tão insistentemente Chesterton.

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Esse fim de semana revi um dos filmes da minha adolescência, Footloose. Aproveitei para apresentar à minha filha.

O filme poderia facilmente ter caído nos esteriótipos. Um pastor intolerante, a mocinha rebelde, o garoto que vem de fora ensinar os caipiras. Felizmente foi na direção oposta.

O pastor é mostrado com sensibilidade, como um homem que ama sua família e sua comunidade, e justamente por causa deste amor passa do ponto. Ele comete um dos maiores pecados para alguém em sua posição: ele retira o livre arbítrio das pessoas.

É a grande tentação totalitária. Para que as pessoas não pequem, ele as impede de pecar. Ele constrói uma rede de proteção sobre toda a cidade. O símbolo dessa rede é a proibição de festas e danças.

Além de ser uma violência contra a liberdade, na prática é inútil e perigoso. Ariel, a filha, comete um ato de absoluta irresponsabilidade no início do filme que choca até suas colegas. Aos poucos descobrirmos algo de suicida na menina. Provavelmente terminaria morta em algum acidente, que encobriria sua irresponsabilidade.

O pastor, interpretado brilhantemente por John Lithgow, não é um vilão. Não quer poder e controle; quer apenas que não aconteça com os outros o que aconteceu ao próprio filho. É paciente, bondoso. Mas está perdendo a batalha que não tem como vencer, a batalha pelas almas da cidade.

No fundo, ele quer desfazer a lei divina. Por algum motivo, Deus nos quis livre, inclusive para negá-Lo. Se o próprio Senhor nos deixou livre para pecarmos, como pode um pastor querer nos limitar desta forma?

O ser humano tem sua natureza pervertida pelo pecado original. Tem a tendência ao pecado, mas também tem a graça para ajudá-lo a ser bom. O pastor quer ser a própria graça divina, e isso é impossível.

Felizmente ele entende a tempo que precisa confiar, que a liberdade é um bem preciosos demais porque é base para a própria alegria. Sem liberdade somos taciturnos, tristes, incapazes de amar.

Footloose é um grande filme. Em muitos aspectos. Um deles é nos mostrar o problema de retirar a liberdade, mesmo que seja para seu bem _ ou especialmente se for para o seu bem. Nascemos para sermos livres e a tentação de nos proteger de nós mesmos viola profundamente nossa natureza.

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Terminei ontem de rever a trilogia De Volta para o Futuro, a segunda melhor do cinema. Sério, é perfeita. Entretenimento feito com esmero, sem ofender a inteligência do espectador. Eu tinha uma imagem da adolescência que a parte III era inferior aos outros dois; besteira, fecha com chave de ouro e conclui a grande lição que Marty McFly aprende a duras penas: não se pode viver preocupado com o que vão achar de você. Querem te chamar de covarde? O problema é de quem chama. Como ele sabiamente conclui: ele é um idiota! Quem importa com o que diz um idiota?

No fundo, a trilogia é uma meditação sobre como fatos aparentemente sem importância, que não damos valor na hora, afetam significativamente nosso futuro. Temos que ter atenção no que realmente importa e ajudar-nos uns aos outros, caso contrário corremos o sério risco de crescermos ressentidos e infelizes, sendo apenas um rascunho do que poderíamos ser. É um filme sobre o potencial das pessoas, que muitas vezes permanece irrealizado, sem transformar-se em ato.

Robert Zemeckis nos brindou com um cinema de aventura de primeira grandeza, lembrando que entretenimento também pode ser arte.

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