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Archive for 2 de outubro de 2018

Estamos quase lá

As últimas pesquisas datafoice e ibope não deixam dúvidas, Bolsonaro está quase lá, e no primeiro turno.

Faz dois meses que digo que a chance dele vencer no primeiro turno era real. Meu chute tinha um fundamento: ele é o único que fez questão de concorrer como candidato de direita. Ficou sozinho para ganhar uma imensidão de votos anti-petista.

Para os que acham que a campanha suja da mídia não fez efeito; fez sim. Passou a imagem de perseguição e reforçou seu principal ativo: estar concorrendo contra o sistema.

Quando artistas, jornalistas e todos os candidatos se voltaram contra ele, reforçaram sua situação de cavaleiro solitário, lutando contra tudo e contra todos. Brasileiro gosta disso.

Vejam o último debate. Os candidatos só falavam dele o tempo todo. Chega a ser engraçado. Não o levaram a sério antes; agora se tornou uma obsessão.

Agora estão em pânico, pois ele pode vencer no primeiro turno.

Mas o pânico dos candidatos é infinitamente inferior ao dos jornalistas. Apostaram muito nestas eleições. Jogaram as máscaras no chão; muitos estão dando chiliques em público, demonstrando como são histéricos.

Fizeram e estão tentando de tudo.

Bolsonaro ainda pode perder. Mas o brasileiros jamais verá esta gente da mesma maneira.

O jornalismo perdeu.

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Guardiões da Galaxia, volume 2

AVISO: CHEIO DE SPOILER

Uma pena que o James Gun tenha se revelado ser um tipo tão escroto, pois é um cineasta de mão cheia. Seus dois filmes sobre estes heróis improváveis do universo marvel estão entre os melhores do estúdio.

No segundo Guardiões temos os melhores temas da literatura universal: a afirmação do herói e a redenção.

Além isso, temos os temas da amizade, amor e a divindade.

Ego é um deus com d minúsculo, como ele mesmo afirma. Isso é evidente por sua falta de sabedoria e propósito, como vai se tornando evidente. Seu destino é a solidão, ou seja, falta-lhe o principal, a capacidade de amar.

Quill, por sua vez, tem no coração sua força. De que adianta todos os poderes do mundo se não puder amar? Sim, amizade também é conflito, traição, decepção. Mas qual a alternativa? O amor sempre será um risco se dependermos da forma como os outros reagem. O segredo, é se entregar, mesmo se tiver que perder a vida.

É o caminho de Yondu, o da redenção através do sacrifício Ele cometeu um erro terrível na juventude e passou a vida tentando repará-lo, buscando a aceitação dos capitães. Só no fim, percebe que o caminho é o de amar ao limite, dando sua vida pelo outro. Quill não é apenas o filho que criou para a vida e dificuldade, mas o símbolo de todas as crianças que foi cúmplice involuntário de suas mortes.

Gun conseguiu reunir os elementos de grandes dramas humanos na forma leve de um filme de aventura, com muito humor e boas escolhas. Ajuda a resgatar a aventura como o gênero literário mais adequado a retratar os dramas humanos, como defendia tão insistentemente Chesterton.

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