Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 9 de setembro de 2018

Os dois lados não se igualam

Tem uma certa narrativa que reputa o atentado ao Capitão a um clima de radicalização e polarização que existe hoje no Brasil. Ambos os lados teriam criado um clima de confronto que levou um maluco a se achar no direito de matar o candidato adversário.

Tudo falso como nota de 3 reais.

Se existe polarização hoje foi porque a direita, pela primeira vez desde a chamada “redemocratização”, apareceu para o jogo.

Sim, pois até então as pessoas tinham medo de expressar suas opiniões para não ser tratada como defensoras de tortura e ditadura.

Neste período de hegemonia cultural assistimos inertes chegarmos aos 70 mil assassinatos por ano. Vivemos presos, cercados por grades.

Assistimos trocarem os programas infantis pela Fátima Bernardes promovendo a agenda progressista por causa de uma lei cretina sobre propaganda infantil.

Vimos as novelas passarem a ser instrumento de promoção de uma agenda nefasta e contra todas as nossas tradições. Promoção do sexo livre, do desrespeito, da exaltação do mal e ridicularização dos nossos valores tradicionais.

Assistimos a destruição da educação no país, substituída por um programa de doutrinação ideológica empurrada pela agenda globalista, especialmente da ONU.

Assistimos criarem uma cultura que torna aceitável sermos presididos por um sujeito inapto, que se orgulhava da sua ignorância. Depois por uma mulher ressentida, desprovida de sentimentos morais, que levou o país para o caos. Sem contar o intelectual marxista que veio antes.

Assistimos inertes uma quadrilha saquear o país, enquanto o jornalismo fazia louvor a supostos resultados econômicos e sociais.

Pois em 2013 a coisa começou a virar. Uma manifestação padrão de esquerda, criada para atacar o governo tucano de São Paulo, caracterizada pela violência, foi tomada pelas pessoas comuns. Em dias, tornou-se um grito de basta, com a multidão cercando o congresso nacional.

Essas pessoas inda não sabiam o que pedir. Não tinha discurso coerente, não havia pauta. O que existia era uma manifestação de revolta contra o que fizeram com o país. Inicialmente elegeram a corrupção como símbolo para protestar, mas o que saltava aos olhos era pela primeira vez na nossa história recente as ruas foram tomadas sem organização política. O que elas queriam era serem ouvidas, pediam para serem representadas. O Brasil evidenciava seu problema de representação.

Aos que lembram do movimento pelo impeachment do Collor, aquilo foi organizado pelos aparelhos de esquerda, nos sindicatos e universidades. Agora, não. Chamados difusos pelas redes sociais foi o suficiente para levar milhões às ruas.

Um efeito foi que muitas pessoas começaram a se assumir como direita e defender valores conservadores e liberais. Isso colocou a esquerda, infestada no jornalismo e nas universidades, em pânico. Eles só sabem discutir entre eles.

Em 2014 a esquerda cumpriu o que prometeu, fez o diabo para reeleger a búlgara. E esse diabo implicou em destruir a economia do país. As pedaladas fiscais não foi coisa pouca, como muitos jornalistas querem nos fazer acreditar. Foi um saque nos cofres públicos para fins eleitorais em escala que talvez só tenha paralelo com o infame plano cruzado. Foi a compra de votos mais cara da história.

Mas já haviam discursos de oposição na praça. Seu primeiro símbolo foram os 20 do MASP. Coragem de protestar contra uma presidente que tinha acabado de ser eleita. Foram tratados com escárnio pela mídia tradicional.

Veio 2015 e os escândalos de corrupção. O roubo foi tão grande que não tinha mais como esconder.

O discurso nas ruas começou a ficar mais coerentes. Saem os pedidos genéricos que na prática fortaleciam o governo pois pediam mais estado por um discurso firme contra a corrupção. Surge o “Olavo tem razão”. Já se fala de Foro de São Paulo, agenda globalista.

Em 2016, já não era contra a corrupção, mas pelo impeachment da búlgara. O jornalismo que antes falava em discursos sem pauta, quando já era contra a corrupção, agora falava em discursos contra a corrupção em geral, quando já era contra Dilma e o PT. Sempre um passo atrasado.

Em todos estes movimentos, em todos estes protestos, o cuidado de evitar atos de violência. A esquerda ainda tentou infiltrar gente, mas eram prontamente identificados e filmados. Em tempos de smartphone, fica difícil fazer essas coisas.

A mídia ainda tentou pegar um grupo de radicais intervencionistas como símbolo do movimento, mas não conseguiu. Era claro que o povo queria o impeachment conforme previsto na constituição. Ninguém pedia golpe, pediam o processo previsto em lei.

As redes sociais foram tomados por discursos anti-esquerda. Tinha de tudo. Até os mais radicais. Mas o que não tinha era chamado para violência. Nada. Ao contrário, os que começavam a ter coragem de usar símbolos conservadores e liberais em universidades e nas ruas eram agredidos. Um filme foi impedido de ser exibido em várias universidades públicas. Palestrantes liberais eram atacados em campus. Reação na direita? Nada.

Restou à mídia, na esteira do que acontecia nos EUA, criar a narrativa do discurso de ódio. Já que a direita não promovia violência física, para desespero os agentes de desinformação, era preciso igualar o jogo, pois a esquerda prosseguia em atos de violência no Brasil inteiro.

A saída foi criar a falsa simetria. O discurso de direita seria tão violento quanto as ações da esquerda. O símbolo para isso? Bolsonaro.

O que na prática fazia Bolsonaro? Reproduzia o discurso comum, aquele que por décadas esteve proibido, que as pessoas tinham vergonha de expressar. Falou o que a maioria dos brasileiros pensam.

Não se deve expor pornografia às crianças, principalmente a revelia e escondido dos pais. Os defensores dos direitos humanos só se manifestavam para defender bandidos e preservar a impunidade. O lobby gay, diferente de gays, atuavam para impedir a liberdade de expressão e empurrar uma cultura anti-cristã.

Eram posições firmes, mas não promovia nenhum chamado à violência. O jornalismo sistematicamente o promoveu como um demônio. Nazista, fascista, homofóbico, machista. Suas piadas eram tiradas de contexto, sua reação a agressões eram tratadas isoladamente. O deputado estaria promovendo o ódio.

Assim se criou um discurso em que Bolsonaro seria uma ameaça ao país e a democracia. Que ele era um nazista. Um clima que permite militantes radicais acreditarem que seria moralmente justificado que ele fosse eliminado.

Criou-se as condições para que o atentado desta semana ocorresse. A mídia, professores universitários, políticos de esquerda, todos tem as mãos manchadas de sangue pelo atentado. Por isso a necessidade de reforçar a narrativa que o discurso de ódio seria responsável pelo atentado.

Pois o único discurso de ódio que existe é justamente o de seus acusadores. Discurso de ódio é o que faz a globo news, jornal nacional, estadão, folha de são paulo, veja, todos transformando Bolsonaro em um perigo para nação. As capas produzidas pelas três maiores revistas semanais do país são uma vergonha para o jornalismo. Até bigode comparando-o a Hitler colocaram.

O texto já vai longo, mas é preciso registrar a impostura de nosso tempo.

A polarização é essência de uma democracia. Se não tivessem opiniões diferentes, ela não seria necessária. A esquerda já não fala sozinha e não vai mais voltar a ter o monopólio do discurso de virtude. A idéia das elites intelectuais de hoje, a pior que já se criou na história, é que debate só é saudável quando todos são de esquerda. Uma disputa de graus de esquerdismos, como o confronto de tucanos com petistas.

A violência só é reconhecida como instrumento político pela esquerda. São eles que baseiam suas crenças em ódio, ressentimento, inveja. A direita quer ser deixada em paz e chegar viva em casa no fim do dia. Isso é o que chamam de discurso de ódio.

Isso tem que acabar. A esquerda já nos fez mal demais nestes 30 anos. Jogou sozinha por tempo demais.

O senso comum acordou, e não quer voltar a adormecer.

Anúncios

Read Full Post »