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Archive for setembro \30\UTC 2018

Uma elite de histéricos

petistas

Poucas vezes na minha vida vi uma campanha tão suja de difamação de alguém como se fez este ano contra Bolsonaro.

Ele tem defeitos como todos nós, mas de maneira nenhuma é próximo deste personagem que criaram para ele. Ele não é homofóbico, machista e muito menos fascista. Ele é mais ou menos como a maioria de nós. Tem suas derrapadas, fala demais às vezes, gosta de brincar. Repito, nada diferente do que costumamos ser. Não existe uma ação concreta dele que dê suporte às acusações que lhe fazem.

Alguns dizem que, como homem público, não poderia ser assim. Estas pessoas admitem, portanto, que o político tem que ser falso e fazer um personagem. Mas ou menos como o Lula, este sim um machista dos grandes, fez nestes anos todos. A turma da tolerância e do amor prega, na verdade, a falsidade.

Acho interessante que algumas pessoas, que por obrigação profissional deveriam ter os fatos e a razão como guia, se deixam levar pelas emoções e pela turba, indo contra tudo que pregam publicamente. Só reforça minha percepção que a educação e a ciência está repleta de hipócritas e charlatões, que na verdade usam sua profissão para fazer proselitismo de seus próprios preconceitos e erros, de suas vulgaridades.

Era necessário fazer esta demonização do Bolsonaro para que diante deste monstro que eles criaram se tornasse moralmente defensável votar em uma quadrilha demoníaca que saqueou o país por 14 anos e acabou com nosso futuro. Vão votar em corruptos chefiados por um ser humano deplorável, este sim machista, homofóbico e fascista (tecnicamente e não retoricamente), com a desculpa esfarrapada que o capitão é um risco maior para o país.

Deveriam ter vergonha. Os que melhor deveriam ser capazes de interpretar a realidade, colocam-se frontalmente contra ela, tornando-se histéricos que só sabem repetir palavras de ordem ou fingir isenção, superioridade diante dos bárbaros para, com sorriso sínico nos lábios, votar na mesma gente que destruiu o país. Sim, histéricos, pois preferem acreditar em suas opiniões baseadas em sentimentos e palavras de ordem do que no que vêem diante dos próprios olhos. E alguns são educadores e cientistas!

Essas pessoas se juntam a massas irracionais para massacrar um homem inocente que não tem como se defender. São cúmplices morais daquele radical que tenou matá-lo. Que decepção! Acham-se povo, mas não passam de membros de uma elite patética e histérica que está em franca revolta contra o povo verdadeiro de um país, que quer apenas ser deixado em paz para lutar por seu próprio futuro.

Acham-se portadores da luz, mas são os agentes das trevas. A verdade ainda irá prevalecer e eles serão expostos como as grandes fraudes que são.

We’ve take care of everything

The words you hear

The songs you sing

The pictures that give pleasure to your eyes

(Rush, 2112)

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Cosi Fan Tutte: Elas são assim?

cosi-fan-tutte-1344848973-view-0Cosi Fan Tutte foi a penúltima ópera de Mozart, que morreria no ano seguinte. Seu argumento é simples: um velho solteirão, tido como filósofo, diz a dois amigos que as respectivas namoradas seriam capaz de trai-los em um dia. Eles duvidam; apostam. Don Alfonso faz as moças acreditarem que os namorados tiveram que se apresentar para a guerra e eles retornam disfarçados de dois nobres albaneses. Sob orientação de Don Alfonso, cada um tenta seduzir a namorada do outro, o que acaba acontecendo. Pior, elas, em um único dia, terminam casando-se, em cerimônia falsa, com os dois pretendentes. No fim, revela-se a farsa e o filósofo prova que estava certo: todas as mulheres são assim. Todos se perdoam e retornam aos relacionamentos originais.

Como seria recebida está ópera nos dias de hoje? Talvez fosse mais rejeitada do que em 1790 (ficou esquecida por quase dois séculos, até ser resgatada por Richard Strauss). Afinal, vivemos uma época de alta sensibilidade e a mera sugestão de que todas as mulheres são infiéis e cometerão traição seria suficiente para uma daquelas campanhas de boicote, com abaixo assinado e etc. Mozart se transformaria rapidamente em um machista e fascista.

O que Mozart queria realmente mostrar com a ópera? Eu ainda não sei, mas acho que dois idiotas que apostam na virtude das próprias namoradas e as submetem a um jogo de sedução merecem o chifre que tomaram.

Não sei se as mulheres são assim, mas desde sempre se ensinou que excesso da auto confiança é um caminho para o desastre.

 

Don Alfonso
And I swear by this world,
My friends, I’m not jesting;
I’d only like to know
What kind of creatures
Are these beauties of yours,
if they’re flesh and blood and bone like us,
If they eat like us, and wear skirts,
If, in fact, they’re goddesses or women …

Ferrando and Guglielmo
They’re women,
but the like of them …

Don Alfonso
And in woman you expect
To find fidelity?
How I love such simplicity!

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hsbjccl

Uma música que estou obcecado

Time Stand Still, do Rush. Quando escutava essa música no início dos anos 90, sentiam-me incomodado com o refrão, especialmente pelo teclado. Ainda bem que isso é passado e hoje considero-a uma das melhores músicas da banda. Nunca tinha reparado na maravilhosa letra do Peart, tratando do tempo que não volta mais, que perdemos por não estarmos prestando atenção (um tema que muito me fascina).

Um livro que terminei

Por que o Brasil é um País Atrasado?, do Príncipe Luiz Philippe de Orleáns e Bragança. Uma aula sobre a estrutura política do Brasil.

Um Filme que assisti

Capitão América, Guerra Civil. Um daqueles filmes que o vilão consegue tudo que desejava. E como o ódio e o desejo de vingança destrói a alma.

Um poema

Redondilhas de Babel e Sião, do Camões. Sensacional como coloca a tradição e a modernidade em imagens tão impressionantes e reais.

Uns versos

“Eu vi que todos os danos

Se causavam das mudanças,

e as mudanças dos anos;”

(Camões)

 

Bonus: Assisti também a ópera Cosi Fan Tutte. Se o Mozart se atrevesse a lançar esta ópera nos dias de hoje, seria trucidado pelas pessoas que só desejam o bem da humanidade.

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Fui aluno de EMC na escola, lá nos longínquos anos 80. Sinceramente? Sempre achei uma matéria chata, pedante e sem sentido. Não acho que tenha me contribuído em nada; só roubou tempo que eu poderia estar dedicando a coisas mais importantes, como jogar bolinha de gude ou lendo Agatha Christie.

Já disse que concordo com a maioria das idéias do Bolsonaro, e discordo em algumas menos importantes. Esta é uma delas. Sou bem chestertoniano nesse aspecto de misturar escola com moral; tenho calafrios. Acho que lugar de ensinamento moral é em casa e na Igreja. A escola já ajudaria muito se não atrapalhasse.

Sim, aprendi algumas coisas sobre símbolos nacionais, mas é muito pouco para justificar uma disciplina. Acho sim que a escola pode participar do ensinamento do civismo, mas basta inserir nas aulas de história, português. Não vejo símbolo mais poderoso para uma nação do que a língua, e olhe como é maltratada, especialmente pelas escolas.

A maioria dos meus amigos são a favor da EMC nas escolas, como nos “nossos tempos”. Pois em favor dos “nossos tempos” me permito discordar. Se estamos falando de desagregação moral, precisamos de uma mudança de cultura, e isso é muito mais complicado. EMC com a cultura que temos? Acho que só piora. Afinal, a maioria de nossos professores acredita que é perfeitamente moral assassinar uma criança no ventre da mãe e que não é nada demais ter um presidiário governando um país. Vou dar mais palco para essa gente?

Precisamos de uma mudança de cultura, e de um resgate de coisas preciosas que perdemos, não tudo, pois não sou reacionário. Como dizia Chesterton, é uma falácia dizer que não se pode recuar os ponteiros do relógio. Podemos sim, é equipamento mecânico, criado por nós. Qualquer criança que já brincou com um relógio cuco já o fez, para ver o cuco cantar novamente. Podemos e devemos resgatar coisas perdidas ou esquecidas que foram preciosas para a humanidade.

Eu preferia voltar ao latim do que EMC. Ou uma disciplina voltada exclusivamente para a lógica. Ou jogar bolinha de gude no recreio. Nosso desafio maior hoje é ensinar nossas crianças a entender um texto; só isso já seria mais importante para uma educação moral do que tentar ensiná-la diretamente.

Precisamos de uma mudança cultural, que tem que começar, necessariamente pela alta cultura. Enquanto chamarmos Karnal ou Cortela de filósofos, estamos perdidos. Enquanto dermos palco para uma Marilena Chauí, nada avançaremos. Precisamos de filósofos, historiadores, escritores, pintores, artistas de primeira; coisa que quase não temos.

Precisamos entender que cultura não é show business, como dizia Bruno Tolentino (um poeta que pouco brasileiro tem condições de entender). Cultura é a forma de viver de um povo. Há mais cultura em uma cantiga de roda do que na maioria das peças teatrais encenadas no Brasil. Há mais cultura em uma pequena biblioteca escolar do que em toda TV Cultura.

A mudança efetiva do Brasil começa pelo resgate da alta cultura, não com vitória em eleições. A alta cultura é necessária para termos a cultura popular e vice-versa. Ambas se alimentam.

Precisamos da vitória do Bolsonaro hoje não para resolver os problemas mais profundos do país, mas para estancar a hemorragia. Dar uma parada na degradação cultural e moral que temos há pelo menos 50 anos. Segurar as pontas para ganharmos tempo.

Bolsonaro é um remédio para enfrentar os sintomas.

A doença só se curará com a produção de uma geração de pensadores comprometidos com a realidade e capazes de iniciar um processo de resgate cultural e moral do país.

E isso, só uma pessoa no Brasil, fala. Para muitos, um extremista radical. Em certo sentido, ele é. Pois sua tese é radical no sentido de sua profundidade. Ela realmente é uma proposta de mudança real.

E tudo que vejo me aponta que ele tem razão.

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Um fenômeno curioso desta eleição é a quantidade de gente nas redes sociais torcendo pelo caos para poder dizer que estavam certas.

Vejam bem, não se trata de ser pessimista. Muita gente é assim. Mas de efetivamente torcer para seu próprio pessimismo.

Ilustra um fenômeno descrito por Voegelin em sua obra sobre Platão e Aristóteles: a philodoxia. Trata-se do amor à própria opinião.

Tem gente anti-corrupção, que identifica o mal que o PT representa para o país, que apostou que apenas o merendeiro poderia vencer o partido. Como não vai rolar, agora torcem descaradamente para a vitória petista. Para que?

Para fazerem seus posts dizendo que estavam certos. Para posarem de “gostosões intelectuais”.

São imorais e perigosos.

 

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Time Stand Still – Rush

Eu ando meio obcecado pela música Time Stand Still, do Rush. Lançada em 1987, do disco Hold Your Fire, um dos que mais dividiram opinião nos fãs da banda.

A música faz uma crítica à rapidez da modernidade, que faz com que não tenhamos tempo para contemplar e aproveitar o presente. Quando percebemos, o tempo passou e temos saudades de um passado que não aproveitamos como deveria. É o mesmo tema da peça Our Town, do Thorton Wilder (livro que mais me impressionou este ano).

Fiquem com a letra da música e façamos todos um esforço de valorizar o que temos no presente; não é garantido que o teremos no futuro.

Time Stand Still

Rush

I turn my back to the wind

To catch my breath,

Before I start off again

Driven on,

Without a moment to spend

To pass an evening

With a drink and a friend

I let my skin get too thin

I’d like to pause,

No matter what I pretend

Like some pilgrim

Who learns to transcend

Learns to live

As if each step was the end

Time stand still

I’m not looking back

But I want to look around me now

Time stands still

See more of the people

And the places that surround me now

Time stands still

Freeze this moment

A little bit longer

Make each sensation

A little bit stronger

Experience slips away

Experience slips away

Time stands still

I turn my face to the sun

Close my eyes,

Let my defenses down

All those wounds

That I can’t get unwound

I let my past go too fast

No time to pause

If I…

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Gustavo Corção

Conhecem Gustavo Corção? É urgente recuperar este grande pensador brasileiro. Neste vídeo falo um pouco dele e sua obra inicial, A Descoberta do Outro.

Mais vídeos como este em meu canal do youtube.

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