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Archive for agosto \31\UTC 2018

Disco que estou revisitando

Signals(1982), do Rush. O desafio de lançar um disco depois do magistral Moving Pictures era gigante, assim como a expectativa. O Rush evitou a comparação ao lançar um album diferente, com uma influência crescente dos sintetizadores e, de certa forma, mais leve, com menos pretensão. O disco é bom e ainda considero Subdivisions uma das grandes canções do grupo.

Um livro que estou relendo

Bridesread Revisted, do Evelyn Waugh. Interessante a quantidade de coisas que não percebi na primeira leitura, dez anos atrás. Esqueçam o filme da BBC com a Emma Thompson, que retira da estória sua força mais viva: o cristianismo. Este é um dos livros que prova a tese que escutei esta semana do Sidney Silveira: a literatura católica é uma literatura superior a tudo mais.

Um conceito

Em Dois Amores, Duas Cidades, Gustavo Corção apresenta um conceito do historiador Henri Marrou de que a história é o conhecimento do passado humano. Parece trivial, mas não é. Dizer que a história é estudo dos fatos, do passado humano como sociedade, etc, é limitar ou desvirtuar a principal função da história: entender o ser humano.

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Um perfil no facebook

O Facebook está cada vez mais como uma rede de controle nas mãos dos progressistas, o que é uma lástima, mas tem gente produzindo bom conteúdo também. Recomendo o perfil do Ícaro de Carvalho (icaro.decarvalho.7). Ele trata de questões de empreendedorismo, economia e um pouco de política. Sempre com boas sacadas.

Um pensamento

“Living in the pools
They soon forget about the sea”
(Rush, Natural Science)

BONUS

A entrevista do Paulo Guedes na Globonews. Uma aula do que aconteceu no Brasil nas últimas décadas. Não deixem de assistir.

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Crônica: E Era um Professor

Começando a colocar em prática os ensinamentos do curso de crônica do professor Rodrigo Gurgel. O aprendizado é longo, mas temos que começar em algum ponto, não é?

Leia aqui.

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Scott Adams em seu indispensável livro para entender os tempos atuais,  Vencer de Lavada, ensina que a polarização chegou a tal ponto que os fatos hoje acontecem como se fosse a mesma tela passando dois filmes diferentes ao mesmo tempo. Só ver um debate político na televisão. Os partidários de um determinado candidato exaltam seu desempenho. Não se trata, na maioria das vezes, de militância. Eles realmente acreditam que ele deu um show. Do outro lado, o mesmo fato, o mesmo discurso, é visto como uma derrota. O candidato cometeu um erro grosseiro que compromete sua candidatura. Dois filmes na mesma tela.

Só que acho que desta vez a coisa ficou tão clara que não deu. Os isentões sumiram da rede, vários jornalistas anti-bolsonaro jogaram a toalha, as manifestações de ódio cresceram e vários perfis passaram a pedir, sem meias palavras, a morte do Capitão. Trato, é claro, da entrevista no Jornal Nacional.

A expectativa era do candidato ser arrasado. Primeiro porque a dupla Bonner-Vasconcelos se caracterizam pela capacidade de realmente incomodar os entrevistados, como mostraram no dia anterior com Ciro Gomes. Nem creio que seja porque são extremamente competentes. Na verdade, os jornalistas em geral são tão subalternos ao poder (como esquecer a selfie com a Dilma?) que um entrevistador que faça algumas perguntas mais duras parece muito melhor do que realmente é. Por isso também que aquela entrevista feita pelo repórter da Al Jazeera à Senhora Dilma tenha provocado verdadeiro horror na nossa classe jornalística. Mesmo quando nossos repórteres tem diante de si alguém que desprezam, como o próprio Bolsonaro, não conseguem encontrar um tom adequado, caindo geralmente no histerismo juvenil de quem não tem cultura e compreensão de mundo. Enfim, especialmente o Bonner é alguém fora da curva, capaz de realmente encurralar o entrevistado com suas contradições.

O segundo motivo seria o desprepara de Bolsonaro. Criou-se o mito que ele é um candidato despreparado, até mesmo burro, que não tem nenhum conteúdo para sustentar uma sabatina como a que se preparou ontem. O que os analistas políticos, cada vez piores, não conseguem entender é que não professar a fé progressista não significa não ter idéias para defender. Existe uma outra visão de mundo, ancorada na tradição, e no bom senso, que dá sustentação para um debate. O Bolsonaro não é nenhum letrado, mas tem um senso comum que realmente encontra eco no pensamento da maioria dos brasileiros. Não se deve ensinar sexologia gay para crianças, bandido não tem como ser tratado com flores, não é com acordo político com corruptos que se vai construir um Brasil decente, o comunismo é algo de nefasto e assim por diante.

Não sei que tipo de treinamento ele tem enfrentado para os debates, mas ele aprendeu a modular seu discurso sem perder a essência do que defende em termos de cultura. Antes, como ele mesmo diz, ele dava suas “caneladas”. Ele se expressava de uma forma que uma boa idéia se manifestava de maneira distorcida, com a expressão que usava chamando mais atenção do que a mensagem. Funcionava para um certo público, que lhe deu visibilidade. Mas não era suficiente para ganhar uma eleição. Seu desafio passou a ser como ganhar eleitores sem, e aqui vai a diferença para os demais, perder a essência das idéias que defende. Ele passou a se expressar com mais clareza, de maneira ponderada, mas sem mudar a mensagem. E isso faz toda a diferença.

Antes de terminar, uma última consideração. Mas e o liberalismo? Vai dizer que ele não mudou de mensagem nessa? Bem, aqui parece que temos um caso especial. Durante toda sua carreira, ele foi considerado como um estatista e só agora aparece com uma roupagem liberal. Só que o eixo de sua atuação parlamentar sempre foi defesa dos interesses das forças armadas e auxiliares, papel de um deputado federal eleito por uma determinada parcela da sociedade. Segurança pública era um ponto secundário e, depois do favor que Jean Whilys fez a ele ao ser eleito em 2010, a cultura. Acho que ele nunca se importou muito com a economia e muitos de seus votos foram de natureza cultural, para se opor aos socialistas. No entanto, com o surgimento da possibilidade de se candidatar à presidência, teve que se ocupar da economia e procurar entender afinal o que está em jogo. Vendo o nível de corrupção das instituições políticas do Brasil, não é difícil entender porque esteja abraçando uma bandeira liberal. É sincero? É estratégia? Bem, o brasileiro comum tem um amor inexplicável pelo estado. Embora o liberalismo enfim tenha aparecido no debate político, não é ainda uma pauta popular. O povão ainda está querendo saber de mais estado. Seria muito mais fácil para ele responder para a Renata Vasconcelos que iria criar um projeto de incentivo ao aumento salarial de mulheres, um bolsa qualquer coisa. O que fez ele? Disse que o governo não tem que se meter na relação privada de empresas e empregados. Onde isso é populismo? É uma das raras falas de um candidato reconhecendo que o governo tem que ter limites, que não deve se meter em tudo. Ou seja, seria mais fácil para ele defender uma pauta mais social do que o liberalismo. Se tivesse querendo ganhar eleição, por que defender uma pauta liberal? Para ganhar os eleitores do Amoedo?

Para terminar, ontem era para ser um massacre. Até apoiadores nas redes sociais estavam preocupados. Ele nadou de braçadas, como reconheceu um desanimado Noblat. Carlos Andreazza repete Vera Magalhães e escreve como deve ser a estratégia para “desconstruir” o discurso do Capitão. Até agora, nada parece funcionar. O jornalismo resolveu fazer uma cruzada para destruir o candidato. E está perdendo feio.

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Hoje é dia de Santo Agostinho, um dos gigantes do catolicismo. Na minha opinião, um dos cinco maiores filósofos que a humanidade produziu.

Depois dele, só surgiu mais um no mesmo nível.

O grande pensador que escreveu na transição da Idade Pagã para a Idade Cristã.

Foi um dos presentes que Deus nos deu.

O que é contra a verdade não pode ser justo.

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De minhas leituras de Eric Voegelin, Mircae Eleade, Chesterton, Platão, Santo Agostinho, Olavo de Carvalho e outros, chego a algumas opiniões:

  1. O homem tem necessidade de uma ligação com o divino. Até o ateu se define por esta relação.
  2. A política necessita da religião como base. Se não houver religião, a política se torna religião. Significa um processo de sacralização das instituições políticas e santificação (e demonização) de políticos.
  3. É ilusão achar que se pode fazer política sem uma escala de valores transcendentes como base. Isso funciona por algum tempo, enquanto a religiosidade de um povo mantém estes valores, mesmo que transformados, como referência. Com o passar das gerações, e perda de contato dos valores que servem de base para as instituições, essa ligação se perde e a política passa ter um único valor como base: a força.
  4. A democracia representativa moderna é herdeira do cristianismo. É uma ilusão achar que com secularização da sociedade ela se tornará mais forte. Com o tempo tenderá a ser cada vez mais a vontade da maioria, ou seja, da força. A democracia tem sempre o enorme risco de se tornar uma tirania.
  5. A vontade da multidão dificilmente é livre. Geralmente é manipulada, como pode ser visto na escolha por Barrabás. Democracia em que a vontade da maioria é a base, significa a vontade de alguns poucos, justamente os que detém o poder.
  6. A política depende da cultura. É a cultura que nos dá os limites em que podemos agir. A cultura é a outra expressão da religião. São faces da mesma moeda, como defendia o poeta T S Eliot. Sem religião, perde-se a cultura. Sem cultura, não há civilização.
  7. A direção correta das leis é limitar a atuação daqueles que detém o poder. Por isso a constituição americana foi um sucesso; ela é praticamente um freio ao poder. No entanto, a democracia moderna, fruto de uma inspiração kantiana, cada vez mais se ocupa de limitar a ação dos menos poderosos. Ela se tornou um instrumento nefasto de criar leis que controlam o povo, aumentando a liberdade de quem tem o poder.
  8. As leis divinas continuaram a existir nas leis naturais, servindo de base para a aplicação do direito. Infelizmente isso está se perdendo. Cada vez mais a “vontade geral”, ou símbolo parecido, passa a ser fonte do direito. Isso dá liberdade para as supremas cortes decidirem o que tiverem vontade. Inclusive contra a realidade.
  9. A realidade é o grande teste da justiça. O que é contra a verdade, acabará por ser injusto.
  10. A religião tem uma existência autônoma pois não se trata de gostar ou não, e sim de acreditar ou não. Uma religião por gosto, mas por ação da realidade.
  11. Concluindo: não há política sem religião. Ou a política está ancorada na religião ou se tornará uma. Você pode não gostar de saber disso, mas não como escapar. Se você não acredita na religião, há grande chance de ser um fanático político (ou de ser um religioso e nãos saber).

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Mark Lilla: a esquerda morreu?

Dei uma repassada em A Mente Naufragada para fazer o mapa mental do livro. Fiquei com algumas inquietações:

  1. Pelo que entendi, o pensamento revolucionário morreu pois a derrocada do socialismo provou que a revolução não funciona. Ou seja, a esquerda não tem mais força, apenas nostalgia de um passado de ação.
  2. No entanto, a reação ao pensamento revolucionário, o pensamento reacionário, este continua vivo pois como se baseia em uma era de ouro que teria existido no passado, o portanto não tem como ser frustrado. Lilla está dizendo que o verdadeiro perigo político dos dias de hoje são os reacionários?
  3. A direita americana pode ser reduzida a um movimento reacionário e não conservador como ele parece sugerir?
  4. Não ficou claro para mim se ele está colocando Reseinwerg-Voeglin-Straus como reacionários ou pensadores que são apropriados pelos reacionários.
  5. Podemos resumir a tese de Lilla como: não existe mais revolucionário e sim reacionários, e estes devem ser combatidos?

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Youtube: canal Paideia

Já conhecem meu canal do youtube?

Lá eu trato principalmente de cultura. Dicas de filmes, livros, canais e vários comentários sobre produções recentes e antigas.

Confiram: https://www.youtube.com/channel/UCJwPAWSXRT6-d2rYSt0X4SA

 

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