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Archive for 8 de junho de 2018

 

Parece que passou a fase de negação e os formadores de opinião estão se obrigando a lidar com uma realidade: Bolsonaro tem chances de ganhar as eleições. Estavam todos esperando que em algum momento ele despencaria das pesquisas assim que a população soubesse das suas opiniões e se esforçaram para transmiti-las, da pior forma possível, claro. Não adiantou. Ele só cresce. Agora começa aquela fase em que tentam arranjar uma explicação para o “fenômeno Bolsonaro”.

Besteira. A explicação é mais simples do que parece. Desde 1989 que o brasileiro não tem uma opção que não seja de esquerda para votar. Em qualquer país, a população vai mais ou menos se dividir entre dois impulsos básicos: conservar e mudar. Estes impulsos estão na origem da posição à esquerda ou à direita em questões políticas. Desde 2002 que, devido à polarização entre PT e PSDB, o eleitor de direita tem votado nos tucanos por pura falta de opção. Eu sempre soube que no dia que aparecesse um candidato com uma pauta de direita, estaria no mínimo no segundo turno. Pois está aí. Jair Bolsonaro é este candidato.

Não importa se seja bom ou ruim, é o único no campo da direita. O PSDB resolveu brigar pelo espólio da esquerda. Estão todos disputando a mesma fatia do eleitorado, menos Bolsonaro que está sozinho no outro campo. Enquanto estiver lá, vai nadar de braçadas. Não sei se é o suficiente para ganhar o segundo turno contra uma união das esquerdas, mas é o suficiente para disputar em segundo turno. Vença ou não, terá mostrado que há um eleitorado de direita em busca de candidatos. Já será um enorme serviço ao país.

Não estou aqui declarando nenhuma preferência, apenas mostrando o óbvio. Quando um país tem apenas partidos e candidatos de esquerda, está lutando contra a realidade. O mesmo aconteceria se só houvesse direita. São dois impulsos que existem em todas as sociedades, mudar e manter, não tem como fugir, é como a lei da gravidade. Retirar a possibilidade de expressão política de um dos lados, como aconteceu no Brasil na nova República, é criar condições para uma sociedade doente.

Isso é só o começo. Candidatos de direita abrirão caminho para partidos de direita. Quem resolver superar o medo dos formadores de opinião (mídia-intelectuais-artistas) e se colocar claramente como um partido de direita só terá a ganhar. Se for sozinho, conseguirá em pouco tempo uma boa representação no Congresso, de no mínimo 1/3. Sim, vão apanhar dia sim e dia também na Rede Globo, mas no fim terão seu prêmio. Basta ter coragem.

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