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Archive for janeiro \30\UTC 2018

Aproveitando o centenário do fim da Grande Guerra, resolvi pedir sugestões de leitura aos amigos, historiadores ou não, e cheguei na seguinte lista:

Não Ficção

A Primeira Guerra Mundial, Lawrence Sondhaus
The war that ended peace, Margaret McMillan
Canhões de Agosto, Barbara Tuchman
Pitty of War, Niall Ferguson
A Peace to end all peace, David Fromkin
História Ilustrada da I Guerra Mundial, John Keegan
1919, Margaret McMillan
Os Sonâmbulos, Christopher Clark
A Torre do Orgulho, Barbara Tuchman
Catástrofe. 1914: A Europa vai à guerra, Max Hastings
Ludendorff, D J Goodspeed
The First World War, Hew Strachan
Cataclysm: The First World War as political tragedy, David Stevenson
The Beauty and the Sorrow, Peter Englund
Goodbye to All That, Robert Graves
Rites of Spring, Modris Eksteins
No Man’s Land, Eric Leed
The Embattled Self, Michael Howard
The First World War: a very short introduction (oxford)
Fighting the Great War, Neiberg
Dismembering the Male, Joanna Bourke
Race and War in France, Richard Forgaty
Sites of Memory, Sites of Mourning, Jay Winter

Ficção

Uma Fábula, Faulkner
Regenaration Trilogy, Pat Barker
Nada de Novo no Front, Erick Maria Remarche
O Homem sem Qualidades, Robert Musil
Os Últimos Dias da Humanidade, Karl Kraus

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Grande Guerra

Embora o senso comum afirme que a II Guerra Mundial foi o principal evento do século XX, há quem diga que na verdade foi uma consequência da I Guerra Mundial, ou simplesmente Grande Guerra. Inclusive há os que consideram que seja uma única guerra, com um período de paz no meio.

Aproveitando que este ano se celebra o fim deste conflito, resolvi dedicar algum tempo para estudá-lo. Pedi conselhos para amigos e montei uma lista de leitura. E resolvi colocar em prática algo que aprendi com o professor Olavo de Carvalho (sim, ele): sempre comece pela ficção.

Como já li recentemente Uma Fábula, do Faulkner, resolvi reler Nada de Novo no Front (que lembro pouca coisa por ter lido-o há mais de 30 anos) e Os Últimos Dias da Humanidade, do Karl Kraus (infelizmente sem tradução para o português).

Falta escolher alguns filmes para completar o imaginário antes de atacar os livros de história e biografias.

 

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Indo para o trabalho hoje, em Bogotá, escutei uma entrevista, para uma rádio local, da senadora Gleisi Hoffman. O assunto, claro, era a condenação de Lula.

Ela iniciou dizendo que Lula seria candidato e que o partido não reconhecia a condenação. Perguntou para os entrevistadores, de forma retórica, qual era o crime do ex-presidente e que os juízes foram incapazes de estabelecer de forma clara as provas para a condenação e que a sentença tinha sido combinada. Não poderiam 3 juízes decidir no lugar de milhões de eleitores.

Gleisi saiu pela tangente em todas. Insistiu que a condenação era injusta e que não a reconheciam. Falou em medidas genéricas como mobilização popular e sociedade civil. Disse que não tinha plano B e que nenhuma liderança jamais superaria Lula. Ah, disse também que era infundada informação de possível aliança com Temer, que este era um traidor da presidente Dilma. Ainda defendeu o Estado Democrático de Direito (Reinaldo Azevedo feelings).

Depois da entrevista, os entrevistadores insistiram que a popularidade de um político não poderia sobrepujar as instituições de um país, do perigo que isso representava em um sistema democrático

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Meu canal favorito do Youtube é o Bunker do Dio, uma inspiração para muito do que eu faço na internet. Lá, o assunto principal é a cultura, a principal dimensão da vida humana. O Dio fala tanto da alta cultura quanto da cultura popular, particularmente da ligação entre as duas. Façam um favor a si mesmos e sigam. Toda quarta feira tem um vídeo novo, sempre muito bem produzido.

Ah, não deixem de contribuir para o canal pelo apoia-se. Custa dinheiro fazer um trabalho desses, acreditem. Gastamos tanto com bobagem que não custa tanto mostrar o quanto apreciamos um trabalho deste nível e incentivar que iniciativas como a do Dio se espalhem pela net.

https://www.youtube.com/channel/UCtIjkxaomS0hqKEzO4PAfTA

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Sobre o filme “Coco”

Romper com a tradição é abraçar a morte.

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A nova direita e suas brigas

Um dos assuntos de 2018 é a tal divisão interna da nova direita, seja lá o que for. Na verdade o termo parece se referir a tudo que não é esquerda, colocando no mesmo saco gente que não se bica. Tudo isso porque parte de um erro inicial, que só há duas posições políticas possíveis. Como nessas coisas quem define a linguagem é a esquerda (ainda), direita virou um termo para se referir ao outro, seja lá quem for. Pode ser um desses malucos de intervenção militar, um conservador cristão, um reacionário, um libertário, um liberal e até mesmo nazistas.

Ora, para ter divisão interna, tem que ter tido alguma unidade antes.

A grande questão dos últimos anos é que terminou o monopólio da esquerda na discussão pública, e isso se deu principalmente por causa da internet. Já entenderam que a única forma de voltar ao status quo é restringir a rede. Os globalistas já toparam a empreitada, como demonstra as ações recentes do facebook e twitter. É errado chamá-los de comunistas. São globalistas. Acreditam no fim do nacionalismo e submissão a entidades supra-nacionais. Aliás, a disputa Trump e Hillary não foi uma disputa entre direita e esquerda, foi entre globalistas e nacionalistas. Pela primeira vez os globalistas tiveram uma derrota séria e por isso o desespero contra Trump.

Retomando. Com o fim do monopólio da esquerda, uma caixa de pandora se abriu. Tem gente de tudo que opinião e ideologia. Só que os meios de comunicação tradicionais são controlados ainda pela esquerda, que passa o dia patrulhando os que rotularam de nova direita. Ao esquerdista, tudo pode. Falar que vai matar, estuprar, pedir agressão, assassinato, o escambau. Silêncio na mídia. Mas ai do direitista que der uma brecha, que falar uma frase impensada. A patrulha se agita e parte para cima como uma matilha de lobos que viu carniça. O pior de tudo é que muita gente boa, que não comunga da seita da esquerda, vai junto e ajuda a linchar.

A conduta mais prudente é observar e tirar ensinamentos. Tem gente ruim dizendo coisa boa? Tem. Tem chiliquento editando bons livros? Tem. Tem gente boa dizendo besteira? Tem. E daí? São Tomás já dizia para pegar o que é bom, seja lá de onde venha. Não façam ídolos, não se apressem em defender que não precisa, pois sabem se defender muito melhor sozinhos. Na maioria das vezes a defesa dos seguidores tem causado mais constrangimento do que ajudado.

Eu não vejo problema nenhum em ver certas brigas na internet. Pode ser até depurador. Mas convém evitar o orgulho dizendo para se meter e mostrar que é o gostosão. Normalmente é pura vaidade dos figurões e, principalmente, dos seguidores.

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Saudáveis obsessões

Para entender do que estou falando, cliquem aqui.

Acabei de definir minha obsessão literária (ficção) para 2018. O eleito foi Tolkien, especialmente uma releitura cuidadosa de O Senhos dos Anéis.

Em não ficção estou tendendo à obra de um dos dois maiores pensadores do século XX (o outro é Voegelin): Joseph Ratzinger.

Música estou tendendo ao Iron Maiden, retomando minha paixão da adolescência.

Cinema está bem indefinido ainda. Talvez Angelopopoulos.

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