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Hugh Hewitt levanta uma questão interessante:

If the president cannot persuade the International Olympic Committee, which is, after all, merely corrupt, to go his way, how will he persuade Iran’s mullahs, who are both corrupt and fanatical, to give up their nukes?

Coluna aqui.

Toffoli no Supremo

Em Hitler e os Alemães, Eric Voegelin mostra que o poder dado a Hitler fala mais sobre os alemães em sua época do que de si mesmo. Apenas uma nação de estúpidos poderia eleger um estúpido criminoso como líder.

A nomeação de José Antônio Toffoi, cuja maior característica e não ter nenhum predicado exigido na constituição para o cargo de ministro do Supremo, mostra mais sobre o brasileiro do que sobre o próprio estúpido que assumirá uma cadeira no STF. Fico pensando se algum dia alguém escreverá o livro “Lula e os brasileiros”.

Voegelin se referia ao conceito de Platão de sociedade como a extensão do indivíduo, o homem com “h” maiúculo. Para o falecido filósofo alemão, uma sociedade não poderia expressar uma moral mais elevada do que a média dos indivíduos que a compõe.

O papel do intelectual é iluminar a sociedade, mostrar o caminho correto para o vulgo. Julien Benda diagnosticou um dos males da modernidade, os intelectuais tinham simplesmente recusado este papel. Ao invés de procurar a verdade e mostrá-la, como fez Sócrates, deixaram-se levar pela vaidade e passaram a querer ter razão. O intelectual trocou dúvidas por certezas, o caminho inverso para quem deseja buscar sabedoria e ajudar a sociedade. O ativismo político dos intelectuais é a manifestação deste cruzamento de vaidade com orgulho.

Por que digo isso? Porque não considero o povo o maior responsável pelo que vai de errado no Brasil. A responsabilidade depende do grau de conhecimento de cada um. Certamente quem vota em políticos corruptos, sabendo desta condição, fez uma escolha e responde por ela. No entanto, uma massa de semi-analfabetos, que não acredita que possa existir um político honesto, tem muito pouca condição de escolher o melhor.

A culpa maior está naqueles que deveriam iluminar e apontar as incoerências. O problema do Brasil começa na elite intelectual e sua corrupção. Não falo de dinheiro, falo de outros tipos de corrupção, falo de corrupção ideológica, moral, enfim, da traição relatada por Benda, da estupidez mostrada por Voegelin e Ortega. O homem massa tomou o poder e vai levando toda a sociedade, incluindo ele, para o buraco. O problema do Brasil é Marilena Chauí, Antônio Cândido, Dalma Dallari, Chico Buarque e tantos outros. Mas o povo nem sabe quem são eles? Não, mas os formadores de opinião sabem e muito bem.

Aqui entra a grande maioria dos jornalistas, educadores, políticos, juizes e etc. Estes teriam condições de ver o absurdo das teorias destas sumidades e rejeitar estes pensamentos como impostura intelectual. Ao invés disso a espalham para o vulgo, acrescentando ainda importações como Chomsnky e Hobsbawn. Além dos finados Gramsci, Marx e tantos outros. O perfeito intelectual brasileiro considera Cuba um modelo de sociedade, China o futuro do capitalismo, Che uma alma pura, chama os meios de comunicação de mídia, odeiam o capitalismo (embora vivam dele), tem horror a idéia que vulgo possa pensar por si próprio, divide a humanidade em categorias, acham que tem a solução para tudo e adoram substantivos abstratos.

Como sair desta arapuca? Parece um ciclo vicioso, a estupidez alimentando-se da estupidez, a elite pensante alimentando a sociedade de falsas concepções e esta formando os futuros membros desta mesma elite. A esperança é que em todas as épocas da humanidade surgiram pessoas com liderança e força para desafiar o consenço e romper ciclos destrutivos como este que estamos vivendo. Como é possível o surgimento de gente assim? Parece milagre. Talvez seja. Acredito que o criador espera até o último instante para que resolvamos os problemas que nós próprio criamos; até que fica evidente que não teremos esta condição, ocasião que envia um espírio iluminado para nos guiar e colocar um pouco de ordem de volta ao mundo. Assim surgiram os grandes homens da história e assim continuarão surgindo.

Enquanto esta liderança não chega, as pessoas que conseguem enxergar nestas brumas de impostura, sofrem e agonizam. É assim que me sinto hoje. Angustiado com esta série de coisas que estão acontecendo e da nossa incapacidade de virar o jogo. Somos tratados como párias pelos iluminados progressistas de nosso tempo pois estes são os mensageiros da verdade, embora repitam a todo tempo não existir verdade. Pior, o fato de não acreditarmos no que acreditam é incompreensível para eles, uma afronta. Querem simplesmente a unanimidade.

Toffoli como pessoa é irrelevante. No entanto representa a corrupção moral e intelectual de quase toda a sociedade brasileira, do intelectual ao formador de opinião, deste ao vulgo. A sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal mostra que a constituição está mais fraca do que nunca pois faltam no Brasil homens dispostos a defender os verdadeiros ideais democráticos, que não se resumem a uma urna e um voto. A democracia exige cidadania (não esta defendida pelas ONGs), solidariedade (expontânea, nunca imposta), homens dispostos a trabalhar pelo bem comum (e não se servir dele), direito de minoria (o desejo da maioria não é soberano), e valores a serem defendidos. A nomeação de Toffoli é uma prova viva que não temos nada disso e que a democracia no Brasil é uma grande fraude.

Ano passado, Marco Aurélio Mello deu uma entrevista sobre o aborto de anencéfalos. Uma das perguntas, e a reposta, foi a seguinte:

Mas o STF está preparado para discutir esses assuntos?
Meu tempo na corte dura mais oito anos, quando completarei 70 anos. E tenho certeza de que ainda estarei aqui quando essas discussões acontecerem. A tendência é de uma abertura cada vez maior do Supremo em relação a esses temas. Mesmo porque outros ministros, alguns com visões mais conservadoras, se aposentarão antes de mim.

Este resposta em incomodou de imediato. Marco Aurélio estava esperando que alguns ministros se aposentassem para que sua tese prevalescesse, um expediente que achei vergonhoso. Se tem convicção da sua interpretação da constituição na questão levantada, deveria acreditar que conseguirir convencer os adversários, emprego o termo na forma de quem discorda em uma discussão, e não torcer para aposentadoria.

Pois um deles se “aposentou” do tribunal e da vida, mas isto é outra estória.

Toffoli acabou de anunciar que não se sente impedido de julgar o caso Battisti. Para quem não lembra, o caso encaminhava-se para a extradição do criminoso quando Marco Aurélio pediu vistas. O que pretendia? A questão não era desconhecida, pelo contrário, era até bastante debatida; por que pediu vistas ao processo?

No dia seguinte, li que o ministro recém empossado poderia votar no processo. Alguns blogueiros já demonstravam o que seria uma manobra de Marco Aurélio para vencer a disputa, ganhar tempo para que Toffoli pudesse votar e dar o voto salvador para o terrorista italiano.

A esta altura, o fato de Toffoli votar não muda a pretensa intenção de Marco Aurélio. Retomando a resposta sobre o aborto de anencéfalos, faz todo o sentido o pedido de vistas. Se isso aconteceu de fato, o ministro praticou uma canalhice completa, uma atitude nojenta e vil, que depõe contra qualquer condição de ética que possa ter. Usar a morte de um colega para garantir a libertação de um assassino, apenas para atender sua vaidade, é algo de monstruoso.

Marco Aurélio Mello terá protagonizado um dos atos mais abjetos que um homem público jamais cometeu neste país. Deveria ir para a lata de lixo da história. Pode fugir da justiça dos homens, mas terá que se ver com a justiça divina pela cumplicidade moral com um terrorista e pelo preço que cobrou sua vaidade.

Notícias e perguntas

Folha:

Na história da República, o Senado só rejeitou cinco indicações da Presidência para o STF (Supremo Tribunal Federal). Todas ocorreram no governo de Floriano Peixoto (1891-1894), marcado por revoltas e instabilidade política.

Perguntas: para que serve então a aprovação do Senado? Alguma indicação do governo Lula, ou mesmo de FHC, foi recusada alguma vez para qualquer cargo?

A Fenajud (Federação Nacional dos Servidores do Judiciário nos Estados) convocou para o dia 21 de outubro uma greve dos servidores estaduais do Judiciário, em protesto contra a resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que estabeleceu a jornada de trabalho de oito horas diárias como obrigatória para os funcionários da Justiça em todo o país.

pergunta: precisa?

Os golpistas hondurenhos depuseram um presidente remetendo-o, de pijama, para outro país, preservam-se à custa de choques de toque de recolher e invadiram emissoras. Eles encarnam praga golpista que infelicitou a América Latina por quase um século. Foram mais de 300 as quarteladas, uma dúzia das quais no Brasil, que resultaram em 29 anos de ditaduras. Na essência, destinaram-se a colocar no poder interesses políticos e econômicos que não tinham votos nem disposição para respeitar o jogo democrático.

perguntas: Elio Gaspari estudou tanto o regime militar brasileiro e não aprendeu nada? Invadiram emissoras? Quando? Está falando da Venezuela ou de Honduras? Como um país democrático deve evitar que a democracia seja usada como arma para instalar uma ditadura? O apoio da maioria justifica um totalitarismo? Olhe que em Honduras nem teve este apoio popular…

O presidente Lula sancionou ontem a minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional, mas anunciou vetos a três pontos, entre eles o que limitava a realização de debates eleitorais na internet.

perguntas: era possível o controle da internet? Que tal o presidente Lula propor uma lei acabando com as regras limitantes dos debates em rádios e televisões?

O governo Barack Obama está sendo pressionado a adotar uma posição mais clara e coesa em relação à crise em Honduras, que permanece dúbia três meses após o golpe. A pressão vem de diplomatas latino-americanos, representantes brasileiros e políticos de ambos os lados do espectro local.

perguntas: afinal, o que querem os perfeitos idiotas latino-americanos? Os Estados Unidos devem ou não interferir nos assuntos da América Latina? Se for para apoiar bandido de esquerda pode? Se for assim, estão bem servidos com Obama e sua turma.

Obama foi ovacionado na ONU por ditadores de todo mundo, pelo pessoal da CNN e os obamaníacos em todo mundo, por dizer a teoria óbvia de política externa, que os Estados Unidos dariam preferência à diplomacia para resolver os conflitos externos. Dias depois disse que se em dois meses o Irã não mostrasse compromisso com o acordo de não proliferação de armas nucleares, os Estados Unidos teriam que tomar medidas, digamos assim, mais duras. Santo Deus! Dois meses!

Enquanto isso aquele maníaco que preside o Irã vai ganhando tempo e não acreditando na ingenuidade, se é que tem este nome, do messias americano. Lembro do filme Marte Ataca, quando o presidente vivido por Jack Nicholson negava-se a acreditar nas intenções beligerantes e tentava usar a diplomacia mesmo depois dos marcianos terem dizimado todo um comitê de recepção que os esperava na Terra. Os marcianos não caíam em si de tanto rir.

Este episódio não veio apenas da imaginação fértil de Tim Burton; aconteceu de verdade. Seus protagonistas foram os líderes da França e Inglaterra, Deladier e Chamberlain, e o marciano, que chamava-se Hitler. Depois da invasão da Tchecoslováquia, os três se reuniram em Berlin e arrancaram do marciano, digo de Hitler, a promessa que não invadiria mais país nenhum. Era o que o ditador queria, tempo. O bigodinho admitiria depois que naquele momento não teria condições de resistir aos futuros aliados, mas os dois pacifistas deram-lhe condições de montar a maior máquina de guerra da história e arrastar o mundo para um conflito de 6 anos.

Estou exagerando? Vejam a reação iraniana ao “ultimato” de Obama:

O Irã anunciou ontem a realização de testes bem-sucedidos de mísseis de curto e médio alcance, em uma demonstração de força dias depois de o Ocidente acusar o país de omitir a construção de uma usina nuclear em seu território.


O teste visa mostrar que o Irã está preparado para reagir a eventuais ameaças militares estrangeiras. “Responderemos a ações militares de maneira aniquiladora, sem importar de qual país venha a agressão”, disse o general Hossein Salami, chefe da Força Aérea da Guarda Revolucionária iraniana, agregando que foi testado também, pela primeira vez, um lançador múltiplo de mísseis.

É uma lástima que em um momento como esse os americanos tenham escolhido um presidente tão fraco para governá-los.

Vejam o que saiu no G1, com destaque no Noblat:

Presidentes interino e deposto se negam a negociar uma solução. Zelaya permanece refugiado na Embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Do G1:

A crise política em Honduras continua sem solução, já que o presidente interino do país, Roberto Micheletti, e o presidente deposto, Manuel Zelaya, se negam a negociar. Enquanto nenhum dos lados cede, Zelaya permanece refugiado na Embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital hondurenha.

Na sexta-feira, o governante interino afirmou que a melhor solução é o país escolher um novo presidente. Micheletti afirmou que está disposto a renunciar, mas descartou completamente a volta de Zelaya. Por outro lado, o presidente deposto só aceitar negociar se retornar ao poder do país da América Central.

Comento:

Vejam o tamanho da impostura. Zelaya só aceita a sua volta ao poder. Micheletti, por sua vez, diz que aceita renunciar para a escolha de um novo presidente. Como assim se recusam a negociar? Como assim nenhum deles quer ceder? Micheletti está sedendo simplesmente a presidência, desde que, como manda a constituição, não seja para Zelaya.

O que falta para a imprensa brasileira escrever manchetes em acordo com o que a própria matéria diz? O lead deveria ser: “Micheletti aceita renúncia, Zelaya mantém-se inflexível”, ou coisa semelhante. Uma vergonha.

Precisa responder?

“Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim”, disse o presidente Lula, em Pittsburgh, pouco antes de partir rumo ao jantar oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para os chefes de Estado e de governo que participam da reunião do G20, que está sendo realizada na cidade americana.

Folha:

Nove meses depois de José Antonio Dias Toffoli assumir um posto de chefia na Casa Civil da Presidência da República, em 2003, sua mulher à época, Mônica Ortega Toffoli, foi nomeada como assessora na mesma pasta, tendo permanecido no cargo por cerca de um ano.

Comentário:

Isso é só uma migalha na confusão do público e privado denunciado há quase um século por Sérgio Buarque de Holanda. Toffoli é a demonstração cabal do rebaixamento institucional que o Brasil atravessa e do compromisso republicano do governo Lula.

Mais gente acordando

A Biblioteca do Congresso Americano encomendou um estudo jurídico sobre a situação de Honduras e surpresa!, a conclusão é que a deposição de Zelaya foi de acordo com as leis do país. Dormam com esta agora Clinton e Obama.

1. Que o presidente do Brasil, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, e seu chanceler expressaram em meios de informação nas Nações Unidas que seu governo não teve conhecimento prévio da entrada do senhor José Manuel Zelaya Rosales -fugitivo da Justiça hondurenha- aos locais que o governo do Brasil ainda mantém em Tegucigalpa;
2. Que essas afirmações foram categoricamente desmentidas por seu principal beneficiário e protegido, senhor José Manuel Zelaya Rosales, que ontem declarou desde as dependências do Brasil em Tegucigalpa que “foi uma decisão pessoal e que foi consultada com o presidente Lula e com o chanceler Celso Amorim, bem como com o encarregado de negócios em Tegucigalpa”;
3. Que, à luz dessas declarações, resulta evidente a intromissão do governo do senhor Lula da Silva nos assuntos internos de Honduras;
4. Que, sendo a presença do senhor Zelaya na missão do Brasil em Tegucigalpa um ato promovido e consentido pelo governo do Brasil, recai sobre este a responsabilidade pela vida e pela segurança do senhor Zelaya e pelos danos à integridade física das pessoas e às propriedades derivadas por permitir que se converta dita missão em uma plataforma de propaganda política e concentração de pessoas armadas que ameaçam a paz e a ordem pública em Honduras.

Carlos Alberto Monatner, um dos autores do indispensável Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, escreveu um artigo sobre o interesse americano que o Brasil o substitua como líder regional na América Latina e porque o país não tem como assumir esta função.

Notícias de quinta

Honduras

Noblat resolveu colocar no seu blog um texto de Mauro Santayana em que este defende a posição do governo brasileiro no caso. Lembro de um artigo deste colunista no JB em que defendia que o poder judiciário não poderia dar a última palavra sobre temas constitucionais porque lhe faltaria a legitimidade do voto. Fica claro entender então o pensamento torto de Santayana, o voto é soberano e confere a quem foi eleito imunidade diante dos outros poderes. Gostaria de saber a opinião dele sobre o impeachment de Fernando Collor.

Sem perder muito tempo, Santayana mente. O próprio Zelaya sempre admitiu que seu objetivo era uma nova constituição com reeleição para atender aos “interesses do povo”. Não cita que sua consulta havia sido considerada ilegal pela Suprema Corte e pelo Congresso. Estes “representantes da velha ordem reacionária” entendem que um presidente deve respeitar a constituição que jurou defender.

Algumas vozes aparecem para apontar que o golpista nesta história toda é Zelaya.

ONU – Um circo de horrores

Como se imaginava, Obama arrancou aplausos dos demais chefes de Estado na ONU. Não se poderia imaginar outra coisa pois o que tem mais feito em política externa é buscar agradar ditadores e pré-ditadores pelo mundo afora. Tanto que já ganhou elogios de gente do quilate de Kadhafi e Fidel Castro. Está em boa companhia. André Petry deve ter ficado emocionado e devem ter corrido rios de lágrimas na CNN. Aliás, o líder líbio fez um discurso de mais de uma hora ontem e defendeu seu conceito de democracia ao dizer que esperava que Obama fosse presidente para sempre. O saldo real de Obama em política externa pode ser visto em editorial do Whashigton Times, traduzido pelo blog do Clausewitz.

Lula defendeu resoluções contra Honduras e o fim do embargo à Cuba, aquela democracia exemplar que existe no Caribe. O saldo da participação brasileira na volta de Zelaya até agora é quebralheira, o fim do apoio da ONU para as eleições em Honduras e duas mortes. Como se vê, tudo bem democrático. Um vergadeiro líder. Quase esqueci!, defendeu também os direitos nucleares do Irã.

Por fim, Sarkozy defendeu a ampliação do Conselho de Segurança da ONU e a inclusão do Brasil como membro permanente. O presidente não é bobo, sabe que a proposta não vai para a frente mas tem que vender seus caças encalhados.

Sobre a ONU é bom sempre lembrar, a maioria dos seus membros não são democráticos. Aplicando-se o princípio antropológico1 de Platão pode-se perceber a verdadeira face do organismo.

Abdelmassih

O sempre excelente Gustavo Ioschpe escreve um artigo pedindo moderação no furor contra o médico acusado de molestar 54 pacientes. Não o defende mas lembra casos que devem ser sempre lembrados na hora de se formar a convicção pela culpa de alguém e nos cuidados que se devem ter com depoimentos de testemunhas e vítimas.

Brasil

Aproveitando os holofotes voltados para a embaixada (?) brasileira em Honduras, continua caminhando a ida do advogado do PT para o STF. Ontem Francisco Dornelles, da base alugada (infelizmente com meu voto, o que não se faz para derrotar uma comunista!), deu parecer favorável e não colocou em seu parecer nenhuma referência ao papel de Toffoli em defesa do petismo (90% de sua carreira como advogado).

O governo  Lula resolveu enfiar a mão de vez na jaca ao tentar mostrar para o mundo que pode substituir os Estados Unidos como potência nas Américas ao comprar briga com a gigante nação caribenha de Honduras. Naca contra este país, que tem dado exemplo para TODA a América sobre o que significa democracia e limites para o poder legal. Augusto Nunes mostra o tamanho da barbaridade brasileira aqui e aqui.
A imprensa brasileira simplesmente ignorou o que Micheletti, o presidente constitucional de Honduras, escreveu sobre a impostura de classificar a deposição de Zelaya como golpe militar.

Chomsky visitou Hugo Chávez ontem e hipotecou sua solidariedade. Afirmou que o tiranete venezuelando está levando ao seu povo um mundo diferente, muito embora Chávez seja bem claro em seuchomsky-chavez objetivo: o socialismo. Chomsky é um exemplo cabal da traição dos intelectuais, do mal que toma conta da maioria dos intelectuais. Ele não quer se relacionar com o mundo real, quer mostrar que o mundo se molda à sua realidade. Mais importante do que entender o real, quer estar certo, o que é muito diferente.

Chávez está em marcha acelerada com o fim da liberdade em seu país. Sua reforma educacional, que promoverá o socialismo, é inspirada no modelo soviético de Stálin. Sim, ainda haverão eleições e uma oposição, sem qualquer força para lhe opor. Esta simulação de democracia é suficiente para homens como Chomsky. Mais um intelectual a serviço de uma causa.

Para que serve o GSI?

A nota divulgada ontem é simplesmente ridícula, um acinte. Mais uma vez o General Jorge Félix e seus comandados se prestam ao papel de proteger o governo de suas trapalhadas. O GSI deveria proteger o governo fisicamente de ameaças, não suas falcatruas, o que é bem diferente.

Não faz backup de imagens? Não tem registro das placas dos carros que entram no palácio do planalto? Tenham vergonha na cara!

Mais um exemplo da perversão das instituições patrocinadas pelo PT.

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